Prémios Gazeta
Marcelo sugere estudo sobre situação socioeconómica dos jornalistas
17 nov, 2022 - 00:21 • Lusa
Na cerimónia de entrega dos Prémios Gazeta 2021, o Presidente da República referiu que "os problemas críticos" do jornalismo, a que se tem referido em anteriores edições destes prémios, continuam "substancialmente presentes" na profissão: "a instabilidade económica, financeira, a precariedade, o recurso a soluções de emergência ou de expediente".
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sugeriu esta quarta-feira a realização de um estudo sobre a situação socioeconómica dos jornalistas que trabalham na comunicação social escrita, radiofónica e televisiva, nacional, regional e local.
O chefe de Estado, que falava na cerimónia de entrega dos Prémios Gazeta 2021, na Câmara Municipal de Lisboa, propôs que esse "levantamento rigoroso" seja feito como preparação do 5.ª Congresso dos Jornalistas, marcado para janeiro de 2024, "para não se falar de cor".
Na sua intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que estes prémios mostram que "o jornalismo está vivo" e que "o congresso que vem aí tem de ser diferente dos outros congressos".
Segundo o Presidente da República, "tem de ser um congresso que seja não o começo de um percurso, muito menos um momento de encontro de camaradas de profissão, mas o fim de uma preparação, que abre novas pistas para o futuro".
"Até janeiro de 2024 terá de ser feito um estudo sobre a situação socioeconómica dos jornalistas, a todos os níveis. Eu sei que custa dinheiro, dá trabalho, mas tem de se saber como é na imprensa, como é na rádio, como é na televisão, como é na imprensa nacional, como é na imprensa regional, na imprensa local. Quem são eles hoje, como é que trabalham", defendeu.
"Todos temos ideias sobre isso, mas não há um estudo sobre isso", observou.
Políticos têm de "aprender a aceitar a crítica" sem "lamentação democrática", alerta Marcelo
Durante a cerimónia de entrega dos Prémios Gazeta,(...)
No seu entender, esse estudo poderá ser realizado "em colaboração porventura até com o Ministério da Cultura e com fundações".
Por outro lado, Marcelo Rebelo de Sousa pediu para se "dar um protagonismo especial na preparação do congresso e no congresso aos mais jovens".
"Assim como tivemos aqui premiados muito jovens, temos de ter no Congresso protagonistas muito jovens a dominar o congresso. Tem de ser um congresso de futuro. Eu não estou a banir nem a guetizar ninguém nem a sugerir que isso se faça, mas estou só a dizer que essa é a única maneira de verdadeiramente ter sangue novo num momento crucial", acrescentou.
De acordo com o Presidente da República, "os problemas críticos" do jornalismo a que se tem referido em anteriores edições destes prémios continuam "substancialmente presentes" na profissão: "a instabilidade económica, financeira, a precariedade, o recurso a soluções de emergência a ou de expediente".
Marcelo Rebelo de Sousa propôs também que se analise "o papel fundamental das escolas de jornalismo, como está a ser o ensino nas escolas, como é que se liga à realidade, como é que está a ser a riquíssima investigação científica sobre jornalismo".
"E ou isto se prepara e se faz até janeiro de 2024 ou, se não, será o muro das lamentações, e é pouco. Na atual situação e na situação previsível em termos económicos financeiros e sociais, é pouco", disse.
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