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Liberais insistem em dar mais peso à literacia financeira no ensino básico e secundário

08 abr, 2024 - 06:04 • Manuela Pires

Na anterior legislatura, PS e Bloco de Esquerda reprovaram o projeto de resolução apresentado pelos liberais. A literacia Financeira e Educação para o Consumo fazem já parte dos domínios da disciplina de educação para a cidadania.

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Quatro meses depois de ter sido reprovado no parlamento, a Iniciativa Liberal (IL) insiste em recomendar ao governo a inclusão de conteúdos sobre literacia financeira no ensino básico e secundário. A deputada Patrícia Gilvaz diz à Renascença esperar que o PSD e o Chega mantenham o sentido de voto e aprovem este projeto de resolução.

“O PSD votou favoravelmente, o Chega também. Por isso, com a atual configuração do parlamento, o projeto tem tudo para ser aprovado”, diz Patrícia Gilvaz.

No texto a que a Renascença teve acesso, os liberais querem que todos os alunos, independentemente da área vocacional que escolham no secundário, tenham acesso a informação sobre literacia financeira.

“Considerar incluir aspetos elementares de literacia financeira no currículo escolar do ensino básico de forma que todos os alunos estejam expostos aos mesmos independentemente das escolhas vocacionais que façam no ensino secundário”, lê-se no documento.

Os liberais recomendam ainda que a “Literacia Financeira e educação para o consumo” deve obrigatória em todos os ciclos de ensino, incluindo o secundário.

Este projeto de resolução pretende ainda atualizar o Referencial de Educação Financeira e promover “a adesão das escolas aos conteúdos disponibilizados pelo Plano Nacional de Formação Financeira”.

Apesar da Literacia Financeira e Educação para o consumo constarem da disciplina de educação para a cidadania, os liberais escrevem na exposição de motivos do projeto que os dados que existem apontam para a importância destes conteúdos para se criarem hábitos de poupança.

“Todos estes dados apontam para a importância de promover a literacia financeira para que os portugueses possam gerir o seu orçamento da melhor forma, desenvolverem hábitos de poupança, criarem hábitos de precaução, recorrerem responsavelmente e adequadamente ao crédito e tirarem o partido possível das oportunidades do mercado financeiro” lê-se no projeto de resolução.

Nestas declarações à Renascença, Patrícia Gilvaz aponta ainda a inclusão social como um dos aspetos importantes a ter em conta: “A literacia financeira é vista como o garante da inclusão social, de equidade e na mobilidade social e por isso queremos que todos possam ter acesso a estas ferramentas."

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