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Eleições Europeias

Candidato dos socialistas à Comissão Europeia acusa von der Leyen de abrir porta à extrema-direita para ganhar votos

01 jun, 2024 - 22:45 • Lusa

Nicolas Schmit juntou-se à campanha do PS para as europeias, primeiro em Angeiras à beira-mar, para um almoço popular, e depois para participar no Grande Encontro Europa, na Alfândega do Porto.

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O candidato dos socialistas europeus à Comissão Europeia, Nicolas Schmit, acusou este sábado a atual presidente em exercício daquele órgão, Ursula von der Leyen, de ter "aberto a porta à extrema-direita", só para "ganhar mais alguns votos".

"Fiquei chocado com o facto de a presidente em exercício da Comissão Europeias [Ursula von der Leyen] ter aberto a porta à extrema-direita só para ganhar mais alguns votos. Não é isto que considero defender os valores europeus", destacou.

Nicolas Schmit juntou-se à campanha do PS para as europeias, primeiro em Angeiras à beira-mar, para um almoço popular, e depois para participar no Grande Encontro Europa, na Alfândega do Porto.

Na sua intervenção, o candidato dos socialistas europeus afirmou que Ursula von der Leyen "está cega para as realidades da extrema-direita".

"Também em Portugal é preciso combater a extrema-direita, é preciso recordar a muitos, incluindo os jovens, o que significa o fascismo, o que significa a ditadura", disse Schmit, que esteve três vezes em Portugal desde que é candidato, uma delas para celebrar o 25 de Abril.

No seu entender, esta é uma mensagem que os socialistas europeus devem partilhar em toda a Europa.

"A Europa foi construída para a paz e para a democracia", acrescentou.

Nicolas Schmit mostrou-se confiante "num grande resultado" nas eleições europeias, pois só assim acreditam ser possível "travar a ascensão da extrema-direita".

"O PS vai conseguir um grande resultado: um grande resultado para Portugal, o que significa também um grande resultado para a Europa. E isto significa também que, com um resultado forte, podemos travar a ascensão da extrema-direita", apontou.

O candidato à Comissão Europeia alertou ainda para a luta que devem travar "por uma cultura política diferente", depois de se ver em muitos países que a violência invade a esfera política.

"Primeiro com palavras e depois com verdadeira violência física. Vimo-lo na Alemanha, em Dresden, estive em Paris com Matthias Ecker que foi muito afetado pela juventude de extrema-direita, foi o caso em Berlim e também na Eslováquia, onde o primeiro-ministro foi baleado", concretizou.

Para Nicolas Schmit, estes são ataques direcionados a todos, à democracia e "sobretudo contra os socialistas".

"Nós somos os seus principais inimigos, porque eles sabem que nós defendemos os valores que eles põem em causa", concluiu.

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