29 ago, 2024 - 23:14 • Manuela Pires
Marques Mendes tem a certeza que, se no tempo da troika, o governo fosse socialista, a austeridade imposta aos portugueses teria sido a mesma, porque era essa a vontade dos credores. Na Universidade de Verão do PSD em Castelo de Vide, o antigo líder do PSD foi questionado sobre a escolha da antiga ministra das Finanças para a Comissão Europeia.
Marques Mendes considera que a decisão do primeiro-ministro foi positiva e que Maria Luis Albuquerque “tem perfil para o cargo”. Sobre as críticas de que tem sido alvo sobre o tempo como ministra, Mendes avisou que ainda há um trauma com a troika, e que um governo socialista teria feito o mesmo.
“O discurso podia ser outro, a comunicação podia ser diferente, mas sejamos honestos e não sejamos demagógicos, com um ministro das finanças social-democrata ou um ministro das finanças socialista as medidas eram aquelas porque eram aquelas que os credores impunham a Portugal”.
“Não tenham dúvidas que com o acordo da troika assinado as medidas a tomar eram no essencial as que foram tomadas porque quem mandava era a troika” disse Luis Marques Mendes.
O antigo líder do PSD recusou comentar nomes de po(...)
No discurso aos alunos da Universidade de verão do PSD, Luís Marques Mendes foi questionado sobre uma candidatura a Belém, não deu resposta, mas acabou por lançar uma lista de prioridades para o país. Na sua opinião Portugal tem de ter ambição de ser um país mais rico e mais culto. Um país que tem de apostar em aumentar salários e baixar impostos e em travar a emigração dos jovens.
Marques Mendes avisou que a política não é como um jogo de futebol e que a democracia precisa de ser aperfeiçoada todos os dias.
Outra ideia deixada pelo antigo líder do PSD é a necessidade de ter um sistema eleitoral mais exigente e transparente e apostar desde já na Inteligência artificial.
Sobre o Orçamento do Estado, Marques Mendes voltou a dizer que tem a certeza de que a proposta vai ser aprovada e que seria mais proveitoso discutir o conteúdo do orçamento do estado em vez de saber se vai ou não ser aprovado.
“É uma novela sem grande sentido: o Orçamento vai passar, ponto final parágrafo. Acho que este debate é muito pobre, gostava muito mais de um debate travado em torno do que vai ser o conteúdo” referiu o antigo líder do PSD.