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Rui Rocha acusa André Ventura de mentir sobre encontros com o PM

12 out, 2024 - 23:58 • Carla Fino , Olímpia Mairos

André Ventura disse que o primeiro-ministro lhe propôs um lugar no Governo em troca da aprovação do Orçamento do Estado.

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O líder do Iniciativa Liberal (IL) acusa André Ventura de mentir quando fala de acordo com o primeiro-ministro para a aprovação do Orçamento do Estado. No sábado à noite, em entrevista à SIC Notícias, Rui Rocha afirma que também se reuniu com Luís Montenegro em 15 de julho, mas sem qualquer tipo e entendimento.

O líder da IL garante que Luís Montenegro lhe assegurou que ‘não é não’, no que diz respeito ao Chega e desafia André Ventura a apresentar provas do contrário. “André Ventura sistematicamente pega num dado e transforma-o numa realidade completamente alternativa”, começa por dizer Rui Rocha, reafirmado que com os dados que tem “André Ventura não está a dizer a verdade”.

“Desafio que venha dizer o contrário. É fácil, tem provas, tem acordo, tem trocas de mensagens, tem o que quiser. Agora, dizer que fez reuniões e que isso significa que houve uma proposta de um acordo, isso é completamente abusivo”.

Questionado sobre se André Ventura está a mentir, o líder da IL disse que “face aos dados que eu tenho aberto a revisão, se me for provado o contrário, sim”.

Nesta entrevista, Rui Rocha revelou que houve, no total, quatro encontros entre o Governo e a IL a propósito do Orçamento do Estado (OE) para 2025, sobre as quais “não havia secretismo”, apenas “reserva”.

Montenegro desmente Ventura

Na quinta-feira, noite de apresentação do Orçamento do Estado, Luís Montenegro respondeu e desmentiu André Ventura nas redes sociais, depois de o líder do Chega ter tido que lhe foi oferecido um lugar no Governo em troca da aprovação do Orçamento do Estado.

"Nunca o Governo propôs um acordo ao Chega. O que acaba de ser dito pelo Presidente desse partido é simplesmente MENTIRA. É grave, mas não passa de Mentira e Desespero", escreveu Luís Montenegro.

O chefe do Governo não levou nem meia hora a prestar o esclarecimento. A revelação foi feita por André Ventura, durante uma entrevista à TVI/CNN Portugal. "O primeiro-ministro mentiu", acusou o líder do Chega, uma vez que Montenegro afirmou que "o Chega não era um parceiro confiável, que ele nunca contou com o Chega e que o Chega foi arredado das negociações".

E é mentira porque, segundo André Ventura, "o primeiro-ministro negociou com o Chega, quis negociar com o Chega". Ao ponto, disse Ventura, de ter proposto "um acordo para este ano", que passava por "mais para a frente", o Chega "integrar o Governo" — tudo em troca de luz verde para o Orçamento do Estado.

Além disso, o líder do Chega garantiu que esta proposta lhe foi apresentada no encontro de 23 de setembro em São Bento.

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  • Anastácio Lopes
    15 out, 2024 Lisboa 11:32
    Se André Ventura mentiu, a exemplo de quase todos os políticos portugueses, cá estará o povo para o julgar quando a isso for chamado. Como pode o povo dar crédito a um político como Rui Rocha, que ao mesmo tempo que exige do Governo uma redução de impostos, nem uma letra diz nem escreve para que esse mesmo Governo devolva a quem trabalha os Subsídios de Férias e de Natal por inteiro, deixando de fazer incidir sobre os mesmos os injustos, imorais e desonestos descontos para a CGA, ADSE e IRS que ainda hoje incidem? A preocupação com as mentiras de Ventura por parte de Rui Rocha, por uma questão de coerência, onde está a sua preocupação com esta sua dualidade de critérios em manter e não eliminar estes impostos dos Subsídios de Férias e de Natal para quem trabalha? É por esta e por muitas outras que estes políticos têm a resposta dos portugueses que é a abstenção, pois os portugueses não têm há muito tempo em quem acreditar, pois continuam a serem vítimas destas incoerências políticas de políticos que querem que o Governo baixe impostos, mas simultaneamente, continuam a ser cúmplices e coniventes com os impostos que injusta, imoral e desonestamente o Governo, 12 anos após a saída da Troika do país, continua a subtrair aos portugueses pelo menos um terço de ambos os subsídios mencionados. Será para assim proceder que Rui Rocha pediu o voto aos portugueses quando dele necessitou? Vergonha, Coerência e honestidade intelectual precisam-se de quem assim se comporta.

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