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O que fez o Governo para evitar o fim de refinaria de lítio em Setúbal? Esta é a pergunta do PS

27 nov, 2024 - 18:51 • Lusa

"Este era um investimento essencial para a nossa economia e para a transição energética. Mais do que lamentar, importa perguntar: o que fez o Governo da AD para o evitar", questionou o líder do PS.

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O líder socialista pediu esta quarta-feira ao Governo PSD/CDS-PP para esclarecer o que fez para evitar o abandono do projeto da refinaria de lítio em Setúbal, acusando-o de não ter política económica e apenas "fazer fé" na descida do IRC.

Através das redes sociais, Pedro Nuno Santos considerou que o abandono do projeto da refinaria de lítio em Setúbal é mais do que "preocupante e triste", como referiu a ministra do Ambiente e Energia. "Este era um investimento essencial para a nossa economia e para a transição energética. Mais do que lamentar, importa perguntar: o que fez o Governo da AD para o evitar", questionou.

O líder do PS acusou o executivo liderado por Luís Montenegro de não ter política económica e apenas "fazer fé na descida do IRC para captar investimentos".

"Portugal merece um governo com visão e estratégia, capaz de atrair e reter investimentos estruturantes para o país", disse.

A Galp decidiu abandonar o projeto Aurora, para uma refinaria de lítio em Setúbal, depois da desistência da Northvolt e de não ter arranjado outro parceiro, foi anunciado na terça-feira.

Havia uma parceria 50/50 entre a Galp e a Northvolt, mas esta comunicou à Galp no início de 2024 a decisão de deixar de investir no Aurora. "É mais um investimento que não vem para o país, isso é preocupante, e triste, mas é preocupante essencialmente a nível europeu, porque isto não e um caso isolado, significa um certo arrefecimento do mercado em relação à área, ao lítio, às baterias, e significa uma grande força do sudeste asiático, nomeadamente a China, e uma grande dificuldade europeia em fazer concorrência à China", disse a ministra.

Maria da Graça Carvalho, que falava aos jornalistas no final de uma visita à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), disse que é precisa uma reflexão sobre como se posiciona a Europa em relação ao que se está a passar, a nível mundial, na área do lítio, do setor automóvel, do hidrogénio ou da energia.

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