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Pedro Nuno Santos acusa Luís Montenegro de não ter condições para ser primeiro-ministro

22 mar, 2025 - 20:12 • Olímpia Mairos , com Lusa

O secretário-geral do PS promete Governo que irá construir lares, creches e casas.

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O secretário-geral do Partido Socialista (PS), Pedro Nuno Santos, acusou, este sábado, Luís Montenegro de não ter condições para ser primeiro-ministro e de ser vítima de si próprio.

No Porto, na apresentação de Manuel Pizarro como candidato às autárquicas, o líder socialista explicou o julgamento que os eleitores terão de fazer, nas legislativas de 18 de maio.

“Há um julgamento pessoal e político que somos chamados a fazer sobre a idoneidade, sobre a credibilidade, sobre a confiança que Luís Montenegro merece de todos nós. E, apesar de tudo, o que não sabemos e é muito, o que sabemos, já é suficiente para ter a convicção de que Luís Montenegro não reúne as qualidades para poder ser primeiro-ministro de Portugal”, explicou o líder socialista.

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Pedro Nuno Santos assumiu hoje no Porto que caso ganhe as eleições legislativas de 18 de maio o país terá um Governo que irá construir lares, creches e casas, bem como contratar médicos, enfermeiros e professores.

"Em todas as campanhas falamos sempre de grandes desígnios, de grandes projetos e de grandes planos. Quando do que precisamos é de um Governo que não invente e que faça aquilo que é preciso. Precisamos de fazer creches, lares e casas. Precisamos de professores, médicos e enfermeiros. E para isso precisamos de investimento público em creches, lares e casas e de aumentar os salários para termos professores, médicos e enfermeiros", declarou Pedro Nuno Santos.

Pedro Nuno Santos, que foi recebido por várias centenas de socialistas e simpatizantes hoje à tarde nos Aliados a entoar a frase "Pedro, amigo, o Porto está contigo", vincou que Portugal "precisa de um governo que não invente".

"Queremos ser Governo, para nos concentrarmos em usar o dinheiro que é de todos para resolver os problemas que são de todos. Queremos ser governo porque queremos com o dinheiro que é de todos fazer creches, lares e casas e contratar professores, médicos e enfermeiros", prosseguiu.

O candidato do PS às próximas legislativas admitiu que o maior problema com os impostos em Portugal não é pagá-los, mas sim sentir que esses impostos "não servem para resolver os reais problemas" que o país enfrenta.

Nas mesmas declarações, Pedro Nuno Santos afirmou que o PS não queria eleições.

"Não era isto que o PS queria. Viabilizamos a eleição do presidente da Assembleia da República, rejeitamos duas moções de censura, votamos o Orçamento do Estado. Nunca quisemos ser fator de instabilidade, mas nunca quisemos levar este Governo ao colo", frisou.

No comício que o PS Porto organizou hoje foram apresentados os 18 candidatos aos 18 concelhos do distrito do Porto, com duas mulheres candidatas e 16 homens.

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