Chega afasta Ana Caldeira após revelações sobre tentativa de burla
04 abr, 2025 - 18:29 • Fábio Monteiro com Lusa
Ana Caldeira foi exonerada do grupo parlamentar do Chega e demitida do Conselho de Jurisdição. Está a ser julgada por burla qualificada e falsificação de documentos.
Ana Caldeira, vice-presidente do Conselho de Jurisdição do Chega e jurista do grupo parlamentar, abandonou todas as funções no Chega. A decisão foi tomada esta sexta-feira.
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A jurista foi afastada do grupo parlamentar e demitida do Conselho de Jurisdição do partido.
O afastamento surge na sequência das acusações de burla qualificada e falsificação de documentos. Ana Caldeira está atualmente a ser julgada por um caso que envolve a falsificação da assinatura de uma mulher já falecida.
Jurista do Chega acusada de falsificar assinatura de mulher morta
Ana Caldeira, vice-presidente do Conselho de Juris(...)
Segundo a acusação do Ministério Público, os factos remontam a março de 2022. Ana Caldeira, advogada de profissão, pediu 6 mil euros a um antigo sócio. Alegou que o dinheiro se destinava a uma cliente com urgência financeira.
Para garantir o empréstimo, apresentou dois documentos legais: um contrato de confissão de dívida e um termo de autenticação. Ambos estavam assinados por Maria Amélia Martins, a suposta cliente. Mas Maria Amélia Martins morreu em 2015.
O Ministério Público concluiu que a assinatura foi falsificada por Ana Caldeira. O objectivo, segundo a acusação, era apropriar-se do dinheiro. Ana Caldeira devolveu os 6 mil euros, mas não pagou os 4 mil euros de juros prometidos.
O caso foi revelado pela “SIC” na quinta-feira. Um dia depois, a dirigente foi afastada.
Carlos Cleto, ex-sócio da arguida e alegada vítima da burla, apresentou queixa. O processo avançou para tribunal. A dirigente do Chega responde agora por dois crimes: burla qualificada e falsificação de documento.
- Noticiário das 3h
- 10 jun, 2026







