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Chega afasta Ana Caldeira após revelações sobre tentativa de burla

04 abr, 2025 - 18:29 • Fábio Monteiro com Lusa

Ana Caldeira foi exonerada do grupo parlamentar do Chega e demitida do Conselho de Jurisdição. Está a ser julgada por burla qualificada e falsificação de documentos.

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Ana Caldeira, vice-presidente do Conselho de Jurisdição do Chega e jurista do grupo parlamentar, abandonou todas as funções no Chega. A decisão foi tomada esta sexta-feira.

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A jurista foi afastada do grupo parlamentar e demitida do Conselho de Jurisdição do partido.

"A doutora Ana Caldeira apresentou ontem [quinta-feira] ao final do dia a sua demissão do lugar de vice-presidente do Conselho de Jurisdição Nacional e também foi hoje exonerada das funções no grupo parlamentar do Chega", declarou André Ventura.
"Eu tomei a decisão que tinha que tomar, e obviamente pedi as explicações que tinha que pedir também. Não quero tornar aqui públicas quaisquer conversas", acrescentou o deputado e presidente do Chega.
André Ventura sustentou que, em matéria de casos judiciais que envolvem dirigentes políticos, "o Chega é um partido mesmo diferente dos outros, faz mesmo diferente dos outros, e quando tem que tirar consequências, tira-as também".
"Queria deixar aqui a garantia de que hoje mesmo procedemos à exoneração da doutora Ana Caldeira do grupo parlamentar", repetiu.

O afastamento surge na sequência das acusações de burla qualificada e falsificação de documentos. Ana Caldeira está atualmente a ser julgada por um caso que envolve a falsificação da assinatura de uma mulher já falecida.

Segundo a acusação do Ministério Público, os factos remontam a março de 2022. Ana Caldeira, advogada de profissão, pediu 6 mil euros a um antigo sócio. Alegou que o dinheiro se destinava a uma cliente com urgência financeira.

Para garantir o empréstimo, apresentou dois documentos legais: um contrato de confissão de dívida e um termo de autenticação. Ambos estavam assinados por Maria Amélia Martins, a suposta cliente. Mas Maria Amélia Martins morreu em 2015.

O Ministério Público concluiu que a assinatura foi falsificada por Ana Caldeira. O objectivo, segundo a acusação, era apropriar-se do dinheiro. Ana Caldeira devolveu os 6 mil euros, mas não pagou os 4 mil euros de juros prometidos.

O caso foi revelado pela “SIC” na quinta-feira. Um dia depois, a dirigente foi afastada.

Carlos Cleto, ex-sócio da arguida e alegada vítima da burla, apresentou queixa. O processo avançou para tribunal. A dirigente do Chega responde agora por dois crimes: burla qualificada e falsificação de documento.

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  • ze
    05 abr, 2025 aldeia 12:22
    O CHEGA é o único partido que luta contra a corrupção,todos os outros mantêm os deputados nas suas fileiras mesmo depois de suspeições. ou condenações, é a diferença! Nas proximas eleições têm a oportunidade de votar diferente, ou manter o mesmo sistema pôdre de á 50 anos.

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