Legislativas 2025
Montenegro escolhe a imigração para atacar o Chega: “Nem para eles são bons, está sempre tudo mal”
03 mai, 2025 - 23:40 • Manuela Pires
Em Santa Maria da Feira, a AD reuniu cerca de 5 mil pessoas num jantar comício para mostrar a mobilização no arranque da campanha para as eleições de 18 de maio.
A jogar em casa, no distrito de Aveiro, Luis Montenegro voltou a falar da política de imigração do Governo que marcou o último dia de pré-campanha eleitoral para criticar o Chega e acusar o partido de estar sempre a prejudicar o Governo da AD.
Num jantar comício que reuniu perto de cinco mil pessoas no Europarque em Santa Maria da Feira, Luis Montenegro referiu que “não podemos ter a balburdia na imigração sem controlo” e lembrou que as políticas que o Governo adotou sempre foram defendidas pelo Chega, mas nem assim André Ventura consegue tecer elogios.
“Eu acho que eles, nem para eles, são bons, sinceramente. Eles, nem para poder dizer, pela nossa ação, o Governo tomou esta decisão, não. Está sempre tudo mal”, referiu Montenegro.
Montenegro diz que está muito à vontade nesta crítica, porque sempre defendeu que o PSD não podia fazer qualquer acordo com o Chega.
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“Eu acho que hoje toda a gente não só compreende como dá razão a quem definiu esta posição”, disse o líder da AD.
O líder do PSD disse mais uma vez que o partido de André Ventura podia ser consequente com as políticas que sempre defendeu, mas em vez disso preferiu prejudicar a AD e votar ao lado do Partido Socialista.
“Os políticos do Chega têm uma atitude destrutiva, os políticos do Chega dizem mal de tudo e de todos. Para os políticos do Chega, nem quando se faz aquilo que eles andaram a defender na campanha eleitoral, as coisas estão bem feitas. Para os políticos do Chega, é sempre mais fácil fazer um acordo no Parlamento com o Partido Socialista para ver se prejudicam à AD. Essa é a política do Chega” concluiu Luis Montenegro.
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No jantar comício em Santa Maria da Feira, Luis Montenegro contou com a presença da mulher, dos dois filhos e da mãe que subiu ao palco.
Esta noite, Luis Montenegro esteve longos minutos no palco a tirar fotografias com os apoiantes, que se dividiram por concelhos. A afluência era tanta que a organização da campanha teve de pôr um ponto final na longa fila, e o speaker anunciou que a sessão tinha de terminar porque Montenegro tem de ir descansar.
Nuno Melo pede estabilidade e uma maioria robusta
No distrito de Aveiro, onde Luis Montenegro é cabeça de lista, Nuno Melo, o líder do CDS, aponta a ética do primeiro-ministro, um homem de trabalho.
“Ainda bem que trabalhaste, os portugueses devem desconfiar de quem nunca trabalhou ou só trabalhou na política, não há nada mais ético do que trabalhar”, referiu no discurso em Santa Maria da Feira.
“Em matéria de ética estamos conversados, porque sabemos onde é que ela está, aqui na AD", concluiu o líder do CDS.
No discurso que proferiu no jantar-comício no Europarque, Nuno Melo enunciou as principais medidas tomadas pelo Governo, e elegeu a paz social como sendo a mais emblemática.
“Este governo conquistou a paz social, acabou com o sonho de qualquer esquerdista”, disse Nuno Melo.
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