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Legislativas 2025

​PCP critica “discursos bonitos” no Dia da Mãe esquecidos amanhã

04 mai, 2025 - 17:34 • Cristina Nascimento com Lusa

Caravana da CDU fez o seu primeiro almoço de campanha oficial em Vila Franca de Xira, oportunidade para reafirmar-se como “a força que combate a extrema-direita”.

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O líder do PCP, Paulo Raimundo, assinalou este domingo o Dia da Mãe com críticas aos outros partidos que, segundo o comunista, fazem “discursos bonitos” nestas ocasiões, mas depois não cumprem o que prometem.

Num almoço com mais de 300 pessoas, em Vila Franca de Xira, Raimundo defendeu o reforço de médicos e enfermeiros para evitar mais urgências de obstetrícia encerradas e a regulação de horários para as mães, entre outras medidas.

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Raimundo pediu ainda que não os “confundam, nem nos misturem com aqueles partidos que hoje, no Dia da Mãe, andam pelas televisões e pelas rádios a dizer que é preciso as mães conciliarem o trabalho com a vida, que é preciso melhores condições, que é preciso menos horários de trabalho e por aí fora e amanhã já se esqueceram de todas as palavras que aqui afirmaram”.

"Para resolver o problema é preciso direitos, salários, habitação, creches e mais força para a CDU", disse, apelando ao voto, em particular, dos eleitores do distrito de Lisboa, onde espera conseguir eleger quatro deputados.

Paulo Raimundo lembrou ainda as mais de 300 mil crianças que vivem na pobreza em Portugal e disse que é preciso penalizar "aqueles que são responsáveis e dormem descansados" com a situação.

"E se não fossem os apoios sociais eram mais de 500 mil crianças na pobreza. Na CDU não dormimos sobre este problema e não descansaremos enquanto não o resolvermos", acrescentou.

Neste apelo ao voto, Raimundo assegura que se dirige “a todos aqueles que estão justamente preocupados com o aumento das forças reacionárias e fascisantes, preocupados porque ouviram nas últimas horas, em Portugal, discursos de “trompetas, trumpinas e de trumpestas’”.

“Aqui está a força da coerência, aqui está a força da coragem para enfrentar a direita e a extrema-direita, olhos nos olhos”, concluiu.

Raimundo já ia na fase final da intervenção, mas não a concluiu devido a uma falha de energia no Pavilhão onde decorria o primeiro almoço de campanha oficial.

A eletricidade surgiu pouco depois, ainda a tempo do número musical, mas o líder da caravana comunista já seguia para o próximo ponto da agenda.

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