Legislativas 2025
BE alerta para “ameaças da direita” à escola pública
05 mai, 2025 - 22:15 • Isabel Pacheco
Ainda no rescaldo do debate das rádios desta segunda feira, Mariana Mortágua visitou uma escola no centro de Lisboa para denunciar os “projetos perigosos da direita” para o ensino público.
Perto de 90 alunos da Escola da Básica Natália Correia, em Lisboa, viram o estabelecimento de ensino ser encerrado devido a obras em edifícios vizinhos e, ainda, não conseguiram regressar.
Frequentam temporariamente a secundária Dona Luísa Gusmão e, a partir de setembro, vão ser instalados em monoblocos na área de estacionamento na básica Nuno Gonçalves.
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O diretor do agrupamento de escolas Nuno Gonçalves, na Penha de França, Vasco Gonçalves garante que é a alternativa possível.
“[A situação] deixa-nos bastante preocupados porque a escola Natália Correia, como edifício histórico, está estragado. Não há outra forma de o dizer. O edifício está com fissuras”, contou o responsável, esta segunda-feira, durante a visita da coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua.
Também os pais estão “preocupados”, sobretudo, porque “não há garantias” se ou quando os filhos poderão regressar à escola original, admitiu o representante da associação de pais, Ricardo Rodrigues.
“Continuamos sem prazos ou timings para a reparação. Só respostas vagas”, apontou o encarregado de educação, lamentando que continuem “sem saber o que esperar”.
A situação dos 88 alunos da Básica Natália Correia saltou, esta segunda-feira, para a campanha eleitoral do Bloco de Esquerda, com Mariana Mortágua a pedir mais investimento público e a alertar para o que diz ser “as ameaças da direita” à escola publica.
“Há projetos perigosos para a escola”, alertou a bloquista, dando como exemplo o projeto da Iniciativa Liberal que propõe “a redução de funcionários administrativos para poupar 1.500 milhões de euros”.
“Se fizermos as contas, isso quer dizer que tinham que sair todos os funcionários administrativos do Estado. Todos. Não sobrava um”, apontou.
A líder bloquista não tem dúvidas que o projeto da direita é “terminar de privatizar os serviços públicos” que são “cada vez mais áreas de negócio” . Daí, apontou, “propostas como o cheque ensino” em nome da liberdade de ensino, mas “nós não queremos ter a liberdade de ter escolas para ricos e para pobres”, rematou Mariana Mortágua.
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