Legislativas 2025
"Claro que falamos" com o PS, diz Mortágua
06 mai, 2025 - 21:06 • Isabel Pacheco
Bloco de Esquerda responde às críticas da direita e abre portas a entendimentos à esquerda. Ao terceiro dia de campanha, Mariana Mortágua esteve no bairro da Zambujal onde acenou a um acordo com Pedro Nuno Santos.
A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Mariana Mortágua diz-se disponível para um eventual entendimento à esquerda. O cenário foi admitido, esta terça-feira, pela líder bloquista que impõe, no entanto, condições em nome da estabilidade.
“Claro que falamos e estamos disponíveis para essas soluções desde que elas deem estabilidade à vida de quem luta todos os dias”, garantiu a bloquista à margem de uma visita ao bairro da Zambujal, no concelho da Amadora, apontando o que poderão ser as linhas de um eventual acordo que não são mais, explicou, do que “as medidas que o BE defende ao longo da campanha”.
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“Se assumirmos todos esses compromissos, falamos”, garantiu Mariana Mortágua.
A resposta da coordenadora do Bloco de Esquerda chegou menos de uma hora depois de Pedro Nuno Santos ter aberto a possibilidade de diálogo com os partidos de esquerda.
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Em Santarém, o líder socialista assegurou que irá encontrar “uma solução e estabilidade política em Portugal em diálogo com os grupos parlamentares saídos das eleições”, referindo-se à sua experiência com a "geringonça".
Quanto à estabilidade do país, Mariana Mortágua lembra que não é com mais um voto “mais um voto” em Luis Montenegro ou em Pedro Nuno Santos que dita a solidez de um Governo.
“A estabilidade só será trazida a Portugal se conseguirmos ter deputados que aprovem medidas que respondam à vida das pessoas”, alertou a bloquista, lembrando que se “as promessas não forem cumpridas e se as pessoas tiverem de passar fome para pagar a casa só haverá instabilidade e instabilidade na vida vai se refletir em instabilidade na politica”.
Foi a partir do bairro do Zambujal que Mariana Mortágua respondeu às críticas da direita liberal de uma derrota antecipada da esquerda a 18 de maio, com um apelo ao voto dirigido aos trabalhadores.
“Se toda a gente que trabalha, que sofre para fazer a sua vida. Se toda a gente for votar, essas pessoas são a larga maioria e a esquerda está cá para as defender, para as representar”, rematou a coordenadora do BE.
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