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LEGISLATIVAS 2025

Pedro Nuno e a construção de uma "maioria estável": Diálogo pós-eleitoral com "todos" e evitar acantonar-se à esquerda

06 mai, 2025 - 23:53 • Susana Madureira Martins

Em ações de campanha nos distritos de Leiria e de Santarém, Pedro Nuno Santos puxou dos galões e da sua experiência como negociador dos tempos da geringonça e diz que depois da “fase” de dialogar com o povo será o tempo de “construir pontes” com os partidos no Parlamento, de esquerda e não só.

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O plano de Pedro Nuno Santos para a construção de uma "maioria estável"
Ouça a reportagem de Susana Madureira Martins

Como se constrói uma “maioria estável”? Segundo Pedro Nuno Santos, é iniciando um diálogo com “todos” os partidos no Parlamento após as eleições de 18 de maio. O líder do PS admite precisar da ajuda da esquerda – Bloco, PCP e Livre –, mas tenta evitar acantonar-se nela.

Esta terça-feira, Pedro Nuno Santos foi, por diversas vezes, desafiado a clarificar como quer garantir a estabilidade política no pós-eleições e com quem. A resposta veio do tempo lá atrás, com o líder socialista a socorrer-se da experiência na “construção de pontes” com os partidos que teve como secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares durante o período da Geringonça.

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De visita às oficinas do Museu Ferroviário, no Entroncamento, assumiu que nesse tempo houve “diálogo com todos os partidos” e salientou que, neste momento, a fase é de dialogar “nomeadamente, com o povo português” para “tentar ter o melhor resultado possível, que depois nos permita dialogar com os grupos parlamentares que estão representados no Parlamento”, em nome da “estabilidade política” que diz não ser possível a Luís Montenegro garantir.

“Aquilo que vos posso dizer é que com a experiência que tenho de diálogo, de construção de pontes, também vou assegurar que tenhamos um governo com estabilidade. Aquilo que sabemos é que com o Luís Montenegro essa estabilidade nunca existirá”, disse Pedro Nuno no Entroncamento.

Antes, na passagem pelo mercado municipal de Leiria na primeira ação de campanha desta terça-feira, Pedro Nuno Santos foi confrontado com a outra maioria, ou seja, com a eventual aliança da AD à Iniciativa Liberal (IL) no pós-eleições e reagiu logo: “O PSD governa com quem? Com a IL? Não. O PSD também não consegue uma maioria para governar”, atirou.

E onde fica a esquerda?

O líder socialista tem sido algo frio com a esquerda à esquerda do PS, apelando por várias vezes na pré-campanha ao voto útil e alertando contra a dispersão de votos. Não rejeita os parceiros de antigamente, mas a “maioria estável” que pede pode obrigar o partido a abrir o leque.

Esta terça-feira, Pedro Nuno admitiu que precisa da "ajuda da esquerda“ para ganhar as eleições de maio, usando de novo, e logo de seguida, a fórmula: “e, nomeadamente, do povo português".

O líder socialista falava aos jornalistas dentro de um carro monolugar, um protótipo movido a bateria construído pelos alunos da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria, onde foi questionado se não tem medo de despistar-se na vida e na política. "Nunca, nenhum. Eu conduzo bem", atirou de imediato.

Uma condução que Pedro Nuno quer ver replicada na governação do país sobre a qual, garante, tem experiência. “Fui eu que estive no centro das negociações com quatro partidos para assegurar a viabilização de quatro orçamentos. E essa é uma experiência que eu tenho e que obviamente é também importante para o amanhã”, sentenciou o líder do PS.

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