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Legislativas 2025

⏱️ A campanha em 37 segundos. E ao quarto dia, as nuvens começam a dissipar-se

07 mai, 2025 - 22:30 • Ana Kotowicz

Pedro Nuno Santos dançou com pensionistas, André Ventura foi insultado pela comunidade cigana. Rui Tavares quer bater os liberais e Rui Rocha já tem nomes para o Governo. E Montenegro? Sonha ficar no poder durante os próximos oito anos.

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3, 2, 1... 🚀

Aconteceu nas últimas horas de campanha:
  • Fast forward. Luís Montenegro quer duas legislaturas para continuar a trabalhar. Rui Tavares acredita que pode passar de quatro para oito deputados. E assim, ao quarto dia de campanha, depois de hesitações em desenhar cenários e traçar metas, tudo começa a ficar mais claro. Montenegro, talvez inspirado pela defesa que Cavaco Silva fez à sua ética, assume que bom, bom, seria ter não quatro, mas oito anos à frente dos destinos de Portugal. Um apelo que para Inês Sousa Real assenta numa "ilusão de estabilidade". De maioria absoluta Montenegro ainda não falou, mas pediu concentração de votos na AD. E atirou à postura de Pedro Nuno Santos: “Que diabo, é preciso estar sempre zangado?”
  • Rui Rocha, que tem mostrado estar mais do que disposto a abraçar a AD num casamento para governar, disse ter “quadros qualificados em todas as áreas”, e até apontou o nome de Matilde Rocha para ministra da Educação. “Eu formo-lhe aqui um governo já!”, disse em Braga, dissipando dúvidas que houvessem sobre o lugar onde pretende estar no dia a seguir a 18 de maio.
  • Em vez de uniões, Rui Tavares prefere focar-se na separação, neste caso, no fosso que o separa da IL. Em jeito de segunda liga, enquanto PS se bate com PSD, o Livre assume que quer bater-se com os liberais pelo lugar de quarta força política no Parlamento.
  • Pouco "aziado", ao contrário da sugestão de Montenegro, Pedro Nuno Santos mostrou com vários pés de dança que não pretende largar da mão, literalmente, o eleitorado mais velho. Dançou com várias pensionistas em Faro, durante uma matiné dançante, e respondeu ao seu principal adversário (que teima em querer conquistar os idosos): “As relações de confiança com os mais velhos não se constroem num mês.”
  • Mariana Mortágua reconheceu que a esquerda “não está na sua máxima força”, Paulo Raimundo saiu em defesa dos trabalhadores da CP — que paralisaram parte do país com a sua greve — depois de o ministro Pinto Luz ter posto em causa a motivação do protesto.
  • André Ventura, que defendeu que os utentes da CP mereciam ter o dinheiro dos passes devolvidos, tinha em Aveiro uma comitiva à sua espera: um grupo da comunidade cigana que o chamou de "fascista", obtendo como resposta um "vão trabalhar".

🔎Quer mais detalhes? Veja o nosso minuto a minuto ou leia tudo sobre a campanha eleitoral.


    🚨 E se só tiver tempo para ouvir uma coisa... Seja em direto na Renascença, ou mais tarde em podcast, o Especial Campanha vai todos os dias para o ar, às 20h00. O jornalista Miguel Coelho, com a ajuda da equipa de repórteres da Renascença que acompanha as caravanas partidárias, conta-lhe o essencial de cada dia.

    ⚠️Se lhe passou despercebido... Como já é tradição, em momentos eleitorais, a Renascença publica o seu agregador, a Sondagem das Sondagens, que reúne todos os barómetros sobre legislativas em Portugal e filtra o ruído estatístico para chegar à melhor estimativa dos resultados. Em resumo: o melhor sítio para saber quem está à frente na corrida eleitoral.


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