Legislativas 2025
⏱️ A campanha em 37 segundos. Críticas a Montenegro não fizeram greve no quinto dia de estrada
08 mai, 2025 - 21:21 • Ana Kotowicz
"Um dia vamos ter de pôr cobro a isto", foi a frase usada por Montenegro quando falava da greve da CP, embora dizendo que o direito a paralisar não estava em causa. A oposição não deixou passar em branco.
3, 2, 1... 🚀
Aconteceu nas últimas horas de campanha:
- ⏩ Fast forward. O que é que Pedro Nuno Santos considera "uma afronta à democracia" e Paulo Raimundo vê como "uma casca de banana" em que não quer escorregar? Ambos se referiam às palavras de Luís Montenegro. Ao falar sobre a greve "absolutamente injusta" na CP, o líder do PSD afirmou: "Um dia vamos ter de pôr cobro a isto." Mas pôr fim exatamente a quê? Isso ficou sem explicações, sendo o suficiente para gerar reações, mesmo que Montenegro tenha acrescentado que não estava a pôr em causa o direito à greve.
- ⏩ Se o PS viu nas palavras do líder do PSD uma "ameaça" aos trabalhadores, o secretário-geral do PCP viu uma armadilha: “O objetivo de Luís Montenegro é que agora passe aqui a comentar: ‘Ai, ai, ai, que ele vai atacar o direito à greve. Ai, ai, ai…’. Ora, não é isso que a gente precisa agora. Isso é conversa para a gente se distrair.” E recusou entrar na polémica.
- ⏩ Na Iniciativa Liberal, Rui Rocha ficou em cima do muro. Pode mexer-se nas leis laborais? Sim. E no direito à greve? Não. O deputado, que diz ser "um lesado da CP" nas viagens entre Braga e Lisboa, embrulhou a discussão do dia com uma só frase: "Não há leis intocáveis. O direito à greve, em si mesmo, é intocável."
- 🚨 Um dia depois de Aveiro, a comunidade cigana esperava por André Ventura no centro de Braga. Durante a troca de insultos acesa, o líder do Chega voltou a ser acusado de ser racista e de alimentar o discurso de ódio. Em resposta, Ventura atirou que quem ali parou para protestar, devia era estar a trabalhar.
🔎Quer mais detalhes? Veja o nosso minuto a minuto ou leia tudo sobre a campanha eleitoral.
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📻 E se só tiver tempo para ouvir uma coisa... Ouça Aline Hall de Beuvink, Pedro Gomes Sanches e José Pedro Mozos, o trio de um dos novos podcasts da Renascença. Neste episódio de Incensuráveis discutem-se as dinâmicas da campanha eleitoral. E fica esta pergunta no ar: Montenegro segue a estratégia de António Costa?
⚠️Se lhe passou despercebido... Vale a pena ler esta explicação da jornalista Salomé Esteves sobre o peso de cada voto. O sistema eleitoral português desperdiça centenas de milhares de votos. Só nas legislativas do ano passado, mais de 1,2 milhões de votos não elegeram um único deputado. Este ano, o cenário repete-se. Mas poderia haver uma solução.
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