Legislativas 2025
Montenegro diz que um possível acordo com os liberais "são mexericos políticos"
12 mai, 2025 - 21:21 • Manuela Pires
O arranque da segunda semana de campanha fica marcado pelo incómodo na AD com uma possível entrada dos liberais num acordo futuro. Este fim de semana, Nuno Melo, do CDS, avisou que ele também está a trabalhar mas apenas num projeto a dois.
O líder da AD está a poucos metros de casa e entra na feira semanal de Espinho, 15 minutos depois de Pedro Nuno Santos, mas não se cruzam nesta campanha.
O líder do PS diz que a AD anda de “cabeça perdida” com a Iniciativa Liberal, mas Luís Montenegro não quer falar sobre o tema e garante que são “mexericos políticos” que não entram na última semana de campanha.
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“As conversas entre os partidos acho que existem e vão existir sempre, mas não é meu hábito distrair as portuguesas e os portugueses como mexericos políticos, quando aquilo que está em causa são opções estratégicas para o futuro do país, opções estratégicas que tenham depois repercussão na vida das pessoas, é isso que conta esta semana”, disse Montenegro.
O líder da AD quer encerrar o assunto que anda desde domingo a incomodar o outro parceiro da coligação, por isso, Nuno Melo avisou que está a trabalhar também num projeto a dois.
Até aqui, o líder do CDS tem andado longe da ribalta nesta campanha, mas as bandeiras do CDS começaram a aparecer nas arruadas e esta segunda-feira à noite, em Vila Real, entrou no palco ao lado de Luís Montenegro e não ficou sentado como acontecia na semana passada. O líder do CDS discursou esta segunda-feira e foi a terceira vez consecutiva na campanha.
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Um "irritante" na campanha
Para além do possível acordo com os liberais, outro assunto incomodou Montenegro esta segunda-feira de manhã, em Espinho: o caso Spinumviva.
No final do percurso pela feira, onde muitos feirantes se queixaram da confusão desta manhã, primeiro a caravana do PS e depois a da AD, Luís Montenegro falou com os jornalistas e foi questionado sobre se “valeu a pena insistir na teimosia de manter a empresa familiar e levar o país para eleições”.
“O senhor não tem mais nenhuma pergunta para me fazer todos os dias? A RTP está empenhadíssima”, afirmou Luís Montenegro, que se enganou porque a pergunta foi feita pela SIC.
“Então é a SIC, pronto, mas querem voltar a fazer as mesmas perguntas que faziam há dois meses e há três meses? Sinceramente, eu estou muito tranquilo com isso”, disse o líder do PSD, que acabou por não responder diretamente à pergunta.
Em Espinho várias campanhas coincidiram ao mesmo tempo, mas Montenegro não se cruzou com nenhuma, nem com Gonçalo da Câmara Pereira, do PPM, que estava por perto.
Apesar da confusão no meio da feira, há sempre alguém que consegue passar a barreira para dar um beijo ao Luís, que mora ali ao lado, mas há sempre alguém que se queixa de ter uma pensão de reforma baixa e mesmo assim não ter direito ao complemento solidário para idosos.
“Tem de se lembrar que 200 euros não é nada. Eu não tenho direito ao complemento porque o meu marido recebe um pouco mais que eu”, disse uma mulher a Luís Montenegro. O primeiro-ministro respondeu que o Governo esteve a tratar de subir as pensões mais baixas.
Mais adiante aos jornalistas garantiu que todos os que o confrontam na rua estão contentes com a ação do Governo.
“Demos muita segurança e confiança aos nossos pensionistas e reformados, como aliás foi possível comprovar com as mensagens de incentivo e apoio que recebi de pessoas que não estão propriamente a olhar agora para estes piropos de campanha eleitoral. Como se comprovou aqui mais uma vez, os pensionistas e reformados portugueses confiam na palavra deste Governo, deste primeiro-ministro, porque sabem que já não é apenas um piropo de campanha eleitoral”, disse Luís Montenegro.
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