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Legislativas 2025

⏱️ A campanha em 37 segundos. Ao décimo dia de campanha, todos (quase todos) acreditam que podem ser Governo

13 mai, 2025 - 22:37 • Ana Kotowicz

Montenegro está confiante nos números, Ventura acredita que pode ser Governo e Pedro Nuno Santos tem a mesma convicção. Rui Rocha diz que tem um partido de governação e Rui Tavares não diz se viabiliza um executivo PS se o convite para ser ministro não chegar.

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3, 2, 1... 🚀

Aconteceu nas últimas horas de campanha:
  • Fast forward. Montenegro dedicou o dia aos agricultores e às forças de segurança, uma parte do eleitorado que é querida do Chega, mostrando que sabe a que partido precisa de ir buscar votos. Satisfeito com os números das sondagens, que na sua opinião mostram que "o PSD é a única força política a crescer", o líder da coligação AD apelou a um governo de quatro anos (depois de na semana passada ter pedido oito). E sem se perceber o que o fez desistir da segunda legislatura, Montenegro resumiu o que esperar de cenários pós eleitorais: "O PSD tem sido capaz de entendimentos com partidos à esquerda e à direita." Ou seja, há espaço para tudo.
  • Se Montenegro almoçou arroz com agricultores, Pedro Nuno Santos também teve quem lhe oferecesse arroz doce na Amadora. O líder do PS, por estes dias mais comedido nos ataques ao PSD, não conseguiu evitar carregar no mesmo botão de sempre: uma coligação AD/IL "não é de confiança". E insinuou até que Rui Rocha foi enganado por Montenegro sobre eventuais coligações de governo. Para os ataques mais diretos, ouviram-se outra vozes. Basílio Horta, fundador do CDS e a terminar um mandato pelo PS em Sintra, afirmou que o estado social está em causa se a direita chegar ao poder e que "os democratas-cristãos só podem votar no PS".
  • André Ventura continua pelo Algarve, onde sabe que o partido tem força, e não desiste da ideia de que o Chega pode ser Governo. A sua leitura das sondagens é de que Chega e AD alcançam calmamente uma maioria absoluta em conjunto, mas as falhas éticas de Montenegro são "fatais" para um entendimento. E assim, fecha a porta sem delicadeza. Ao final da noite, depois de um jantar-comício, sentiu-se mal enquanto discursava e foi levado para o Hospital de Faro.
  • Depois da confusão dos mexericos, Rui Rocha optou pela versão "nim". Acordo parlamentar com a AD? Rocha "não rejeita, nem inclui", mas não esconde a vontade de ter um cargo de Governo. A IL é "um partido de governação" que, se chegar ao poder, não porá no lixo o programa que apresentou aos eleitores.
  • A saúde e Ana Paula Martins foram o alvo do Bloco de Esquerda e do Livre, com ambos a apontar para a incompetência da ministra. Mariana Mortágua, que dedicou mais um dia à habitação, a principal bandeira do partido, deixou um aviso à esquerda: "Os partidos estão condenados a entenderem-se" no dia seguinte às eleições.
  • Rui Tavares também não desiste de falar para a esquerda e pede clareza sobre cenários de futuro. Na parte que lhe toca, assume que quer roubar deputados à direita e queixa-se de ainda não ter percebido a estratégia, "que mais parece tática", de Pedro Nuno Santos. E não clarifica se viabilizará um governo socialista minoritário, se o PS vencer as eleições e não o convidar para uma solução de esquerda.
  • Em frente à Praça de Touros, Inês Sousa Real deixou críticas à falta de sensibilidade do Governo para o bem-estar animal e atacou o secretário de Estado da Agricultura. O motivo? Por fazer a "apologia da cultura de violência contra os touros e os cavalos", já que João Moura assistiu e divulgou imagens de um espetáculo tauromáquico.
  • Paulo Raimundo, depois de ter pedido um sobressalto aos jovens, agora pediu-o às mulheres. E enumerando as várias que estão nas listas da CDU, rematou: "Está nas mãos das mulheres colocar um grande grupo parlamentar" na Assembleia da República.

🔥 Enquanto isso, nos bastidores:

  • Bengala? Quem é que faz campanha de bengala? Francisco Louçã não é certamente e em jeito de respostado ao deputado do Chega (que o acusou disso mesmo) partilhou uma foto nas suas redes sociais. A imagem é do histórico bloquista em pleno salto de paraquedas. "Diz o deputado do Cheg4 que faço campanha de bengala. Virá o dia, mas não é agora. Na foto, um salto livre de cinco mil metros, aqui quando já me aproximava do solo e, com o monitor, abri o paraquedas. Fica o aviso à malta do Cheg4: olhem para cima, é lá que estou."

🔎Quer mais detalhes? Veja o nosso minuto a minuto ou leia tudo sobre a campanha eleitoral.

    ⚠️Se lhe passou despercebido... Montenegro cantou em São Bento com Tony Carreira, Rui Rocha arriscou cantar “What’s Up” das 4 Non Blondes e Pedro Nuno Santos partilhou no Instagram aquilo que gostaria de cantar. A música tem tido presença forte nesta campanha e o jornalista Fábio Monteiro fez uma escolha das músicas que têm ficado nos ouvidos dos eleitores (nem sempre pelas melhores razões).


    📌OS NOSSOS DESTAQUES

  • Comércio que fecha, jovens que emigram. O país que Raimundo vai encontrando
  • “Delinquentes políticos”. Tavares quer roubar deputado ao Chega em Santarém
  • Pedro Nuno Santos não diz se apresenta retificativo e IVA zero está sem calendário: "Logo que consigamos"
  • Ventura: conduta de Montenegro "é fatal" para maioria entre Chega e AD
  • Rui Rocha: Lisnave é um bom exemplo do que os privados podem fazer
  • Basílio Horta ataca acordo da AD com IL. "Não pode haver um democrata-cristão que possa aceitar isto"
  • Mortágua: maior irresponsabilidade da ministra da Saúde é querer privatizar SNS
  • PAN acusa secretário de Estado de fazer "apologia a cultura de violência" contra animais
  • O dueto de Montenegro, o punk de Pedro Nuno e o falsete de Rocha: a campanha eleitoral em versão musical
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