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Legislativas 2025

​Comércio que fecha, jovens que emigram. O país que Raimundo vai encontrando

13 mai, 2025 - 19:05 • Cristina Nascimento

Umas horas mais tarde, em Mem Martins, Sintra, a história repete-se, mas com outro tema. Lá vai Raimundo rua cima, rua abaixo distribuindo o “documentozinho” (como o próprio se refere ao panfleto da CDU). À porta de um prédio está uma jovem a quem Raimundo se dirige.

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O secretário-geral comunista vai fazendo uma campanha bem-disposta, mas vai encontrando relatos que o entristecem. Só esta terça-feira foram dois.

No distrito de Lisboa, em Benfica, a caravana da CDU esteve em contacto com os comerciantes do bairro. O proprietário de um pronto a vestir estava desiludido e pronto a fechar.

“Da próxima vez que aqui vier, a minha loja já estará fechada… A partir de janeiro vou fechar”, diz a Paulo Raimundo, com ar determinado.

Júlio Santos, 78 anos, chegou a ter dois funcionários, mas agora trabalha sozinho. “A grande distribuição rebentou isto tudo”, queixa-se.

[Ouça aqui a reportagem]

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O líder comunista ouve e lamenta a situação. Deixa o panfleto da CDU e segue caminho. Mais tarde, no discurso público, conta o que ouviu para dar o exemplo de como afinal as coisas não vão assim tão bem como outros proclamam.

Umas horas mais tarde, em Mem Martins, Sintra, a história repete-se, mas com outro tema. Lá vai Raimundo rua cima, rua abaixo distribuindo o “documentozinho” (como o próprio se refere ao panfleto da CDU). À porta de um prédio está uma jovem a quem Raimundo se dirige.

Ela começa por dizer que não vive cá e depois esclarece.

“Fui embora para Inglaterra, desiludida com o país”, desabafa Sara Chaves, 34 anos, emigrada há 11.

Raimundo acena a cabeça com empatia e diz ter também amigos na mesma situação. Sara Chaves continua. “O que mais me irrita é que há uns anos davam melhores incentivos para os estrangeiros virem para cá do que para os portugueses que querem regressar.”

O líder comunista, em tom de brincadeira, sugere que “mude de nacionalidade” e assim possa usufruir das vantagens.

Sara diz “não vou voltar”. Raimundo não resiste a interpelá-la. “Eu compreendo, mas não podemos desistir do nosso país. Se desistirmos do país, é o fim”.

“Vou tentar”, acaba por dizer Sara.

Paulo Raimundo segue caminho e, mais uma vez, nos discursos públicos, conta o que ouviu.

“Isto tem que acabar. Precisamos que os nossos jovens nasçam, cresçam e vivam cá e que, com a sua criatividade, energia e conhecimento, contribuam para o desenvolvimento do país.

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