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Legislativas 2025

Reticente sobre acordo parlamentar, IL pedala para lugar de "liderança de políticas"

13 mai, 2025 - 22:55 • Filipa Ribeiro

Numa bicicleta instalada junto ao jardim do Arco do Cego, em Lisboa, Rui Rocha pedalou para descer impostos num outdoor e aumentar a iluminação da saúde e da habitação. No final, mostrou-se reticente sobre um acordo parlamentar com a AD realçando que prefere estar na "liderança de políticas". Tudo depois de elogiar as privatizações.

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IL pedala para lugar de "liderança de políticas"

A novidade do dia é a reticência da Iniciativa Liberal (IL) quanto a um acordo parlamentar com a Aliança Democrática (AD). Na última ação de campanha desta terça-feira, o presidente do partido disse "não rejeitar, nem incluir" a hipótese de um entendimento no Parlamento para realçar que o partido quer "assumir a liderança de políticas".

Ao 10.º dia de campanha, Rui Rocha reforçou o apelo ao voto para vincar, por outras palavras, que quer estar bem posicionado para integrar um Governo. "O que pedimos aos portugueses é força para podermos assumir a liderança das políticas em áreas determinantes em que queremos trazer a mudança para o país", sublinhou.

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A insistência para se clarificar o entendimento para um Governo com a AD continua, mas o presidente da Iniciativa Liberal há muito que deixa a porta aberta e desta vez voltou a lembrar que a Iniciativa Liberal é "um partido de governação".

A meio da campanha e a três dias do fim, os liberais continuam sem querer definir um objetivo concreto para as legislativas de 18 de maio. O presidente do partido tem fugido ao compromisso, afirmando sempre que a meta é "crescer", sem definir quanto.

Com a falta concretização, o presidente da Iniciativa Liberal fez esta terça-feira uma ação de campanha em Lisboa, junto ao jardim do Arco do Cego onde está instalado um outdoor da Inciativa Liberal e uma bicicleta imobilizada - que estará disponível apenas durante o dia. No fundo, o desafio é pedalar nessa bicicleta, para que no outdoor as luzes que estão por cima da palavra "impostos" se apaguem, ao mesmo tempo que conforme a velocidade se acendem as luzes junto às palavras "saúde e habitação".

Numa bicicleta completamente estática, Rui Rocha afirmou não querer ser "as rodinhas de ninguém". O presidente da Iniciativa Liberal está convicto de que o partido vai "liderar o pelotão da mudança" ficando ao critério de "outros" se acompanham ou não.

Apesar de ter pedalado por pouco tempo, o presidente da Iniciativa Liberal quis assim marcar que o partido continua a defender a descida de impostos tendo ainda como prioridades a habitação e a saúde.

Já durante a manhã, numa visita à Lisnave, o líder da IL tinha realçado que as medidas sobre habitação - como a redução de impostos; para a saúde - com um sistema que agrupe público, privado e social; sobre a diminuição da burocracia e a redução de impostos são as exigências que vai colocar numa eventual negociação para um Governo de coligação com a AD.

Com um arranque de dia marcado por elogios a uma concessão privada no setor da construção naval, Rui Rocha deixou ainda claro que "no momento certo exigirá as explicações que considerar adequadas" a Luís Montenegro.

O presidente da Iniciativa Liberal reagiu, esta terça-feira, à acusação que lhe foi feita pelo líder do Partido Socialista (PS), Pedro Nuno Santos. Rui Rocha foi acusado de ter mudado sobre as explicações a exigir sobre o caso da empresa do primeiro-ministro: a Spinumviva.

O líder da IL assegura que "proporcionando-se a circunstância irá esclarecer tudo o que há para esclarecer: nas questões programáticas" e quando iria acrescentar as questões éticas é interrompido.

Quanto à postura que terá sido alterada, Rui Rocha sublinhou que "estamos num momento completamente diferente" daquele em que defendeu que Luís Montenegro exigia mais explicações. Para já , garantiu apenas que "a Iniciativa Liberal continua a ser exigente em todos os momentos" acusando Pedro Nuno Santos de "não ter moral para falar sobre mudanças de opinião" puxando a fita atrás para recordar a indeminização na TAP que na altura como ministro das Infraestruturas, o secretário geral do PS, disse inicialmente que não se recordava, para depois lembrar-se do assunto.

Depois de uma rara passagem a sul com uma visita a Faro no dia anterior, a Iniciativa Liberal voltou a insistir esta terça-feira em ações de campanha em Setúbal e Lisboa para seguir rumo ao Norte do país.

A vontade de crescer pode ser percetível na campanha que o partido faz, uma vez que há insistência nos distritos onde tem já deputados eleitos, como Setúbal, Lisboa, Aveiro, Porto e Braga.

Esta quarta-feira está prevista uma passagem pelo mercado de Cascais, mas a caravana da IL segue depois para Leiria, Porto e Braga - terra do presidente do partido e onde deve acabar a campanha da Iniciativa Liberal.

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