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Liberais “chutam” impostos e recusam "Governo medíocre" com AD

15 mai, 2025 - 23:14 • Fábio Monteiro , Filipa Ribeiro

Liberais já sonham com fazer parte de um futuro Governo - mas à condição. Guimarães Pinto rejeita soluções “medíocres” e Rui Rocha pede voto para “mudar Portugal”.

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A Iniciativa Liberal (IL) encerrou esta quinta-feira o dia de campanha com um arraial no Jardim de Arca d’Água, no Porto, marcado por discursos de Rui Rocha e Carlos Guimarães Pinto, centrados na promessa de mudança, críticas à governação de PS e AD e um apelo directo ao voto.

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Rui Rocha pediu aos eleitores que não se abstenham, sublinhando que Portugal pode ser “a luz que ilumina a Europa”. “Não fiquem no sofá no domingo. Vamos mudar isto”, afirmou.

O líder da IL criticou o sistema eleitoral actual, a crise na habitação, os tempos de espera no SNS e a carga fiscal elevada. Apontou como prioridade uma maior liberdade de escolha na saúde e uma descida real de impostos.

“No país da IL, não há surpresas: os impostos descem mesmo”, garantiu.

Apelou ainda ao voto dos “portugueses zangados com a política” e da “geração de entalados”, entre os 36 e os 67 anos, sublinhando que “com a IL, os impostos vão mesmo descer. Desta vez, é também liberal”.

Carlos Guimarães Pinto afirmou que a IL está disponível para fazer parte de um Governo, mas só se este for ambicioso e reformista. “Se for para fazermos um bom Governo, seremos aliados. Mas não faremos parte de um Governo medíocre”, disse.

O candidato pelo Porto rejeitou “fórmulas estafadas dos últimos 30 anos” e afirmou que o partido quer preparar o país para o futuro, não apenas remendar problemas do passado. Advertiu que a IL não permitirá que as únicas alternativas a um Governo fraco sejam os “socialistas de esquerda” ou os “nacional-socialistas da direita”.

Inspirado no “Yes, we can” de Barack Obama, repetiu várias vezes “Sim, podemos” para afirmar que Portugal pode ter serviços públicos eficientes, menos burocracia e uma administração mais próxima dos cidadãos.

Durante esta campanha, Rui Rocha já declarou disponibilidade para integrar um Governo com a AD, desde que este esteja disposto a implementar reformas estruturais. Entre as medidas apontadas estão a privatização da TAP, parcerias público-privadas na saúde, contratos de associação na educação e a liberalização do mercado ferroviário.

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