Política
BE disponível para coligação de esquerda com PS em Lisboa
22 mai, 2025 - 19:46 • Filipa Ribeiro , João Pedro Quesado
Agora deputada única do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua diz estar ainda preocupada com a intenção de se avançar com a revisão constitucional, pedindo que os partidos se unam contra as propostas da direita.
Mariana Mortágua está disponível a avançar com uma coligação de esquerda com o PS para a Câmara de Lisboa. No final da reunião com o Presidente da República, em Belém, esta quinta-feira, a coordenadora do Bloco de Esquerda recorda que o partido iniciou conversações com o Livre e o PAN em 2024, e que há já soluções em cima da mesa para algumas autarquias.
"Desse diálogo nasceram conversas que já existem neste momento, com o Livre e com o PAN, para projetos de convergência autárquica para poder eleger em todo o país vereadores à esquerda, e para poder combater a direita", afirmou a líder do BE.
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Mariana Mortágua especificou que o partido mantém "inteira disponibilidade para, em Lisboa, conversar para uma alternativa que possa congregar todos os partidos à esquerda do Partido Socialista e o Partido Socialista para derrotar Carlos Moedas".
Alerta Constituição
Agora deputada única do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua diz estar ainda preocupada com a intenção de se avançar com a revisão constitucional, pedindo que os partidos se unam contra as propostas da direita.
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"É importante compreendermos que muita da nossa, ou toda a nossa democracia, o Estado social, a educação, coisas que tomamos como garantidas, como o acesso à saúde, existem porque estão consagradas na Constituição, e é precisamente essa Constituição que está em risco hoje e que a direita quer atacar e sabe que quer atacar, porque sabe que essa é uma pedra crucial e um pilar crucial da nossa democracia conquistada no 25 de Abril", acusou Mariana Mortágua.
A coordenadora do Bloco de Esquerda apontou a "maior preocupação face a essa possibilidade" e a "vontade e a necessidade que todas as forças da democracia do Estado Social se unam em torno de um objetivo que é impedir a revisão da Constituição", criticando ainda as intenções da Iniciativa Liberal e do Chega.
"O maior significado desta viragem à direita é que a direita passa a ter a possibilidade de alterar a Constituição, e esta é uma situação nova e perigosa, tendo em conta a radicalização da direita a que assistimos", afirmou Mariana Mortágua.
A líder bloquista realçou ainda que "o projeto de revisão constitucional é proposto por um partido com uma Iniciativa Liberal, que quer acabar com os serviços públicos que construíam a democracia, a escola, a saúde, e vem de um partido como o Chega que quer acabar com liberdades individuais, parece-me que temos todos razões para nos preocupar, porque são as nossas liberdades coletivas e individuais que estão em risco".
As audições aos partidos continuam esta sexta-feira, em Belém. O Presidente da República ainda vai receber os deputados únicos eleitos pelo PAN e JPP.
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