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Presidenciais

Marques Mendes elogia mudança no PS que abre caminho a um Governo de quatro anos

26 mai, 2025 - 15:05 • Manuela Pires

O candidato à Presidência da República diz que a mudança de posição de José Luís Carneiro é nova na vida politica nacional e deve ser elogiada.

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O candidato às eleições presidenciais do próximo ano elogiou a postura do candidato a futuro líder do Partido Socialista que já garantiu viabilizar o governo de Luís Montenegro, considerando uma mudança de posição muito importante na vida política nacional.

“Isto é novo na política portuguesa nos últimos anos e nós devemos valorizar isto, porque isto vai mudar profundamente a situação”, disse Marques Mendes aos jornalistas, acrescentado que a posição de José Luís Carneiro vai dar estabilidade ao país e é bom para atrair investimento.

“Podemos ter um Governo de legislatura, o que é normal – é isso que manda a Constituição – podemos ter abertura para fazer pontes entre quem é Governo e quem é oposição, que é aquilo que, como sabem, eu tenho vindo a defender há quatro meses”, disse.

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À entrada para um almoço com empresários da baixa de Lisboa, Luís Marques Mendes foi questionado sobre possíveis entendimentos com o Chega, mas reafirmou que, nesta altura, o que é importante sublinhar a mudança de posição por parte do Partido Socialista.

“Passou a ter uma posição mais aberta. Tinha uma posição muito reticente relativamente a entendimentos com o Governo e mudou de posição. E esta é que é uma mudança nova na sociedade portuguesa e é muito importante”, reafirmou.

Quanto à postura que o governo deve ter com o Chega, Marques Mendes entende que Luís Montenegro “deve dialogar no parlamento com os dois maiores partidos, quer o PS, quer o Chega”.

“O diálogo no quadro parlamentar pode e deve ser com mais do que um partido. Agora, compete ao Governo e aos outros partidos saber que matérias querem negociar, não sou eu que vou dizê-lo”, respondeu Marques Mendes.

A poucos dias de o PSD votar o apoio à sua candidatura, Marques Mendes diz que ficará satisfeito se tiver esse apoio e lembra que todos os Presidentes da República contaram sempre com o apoio dos partidos políticos.

“O país teve até hoje cinco Presidentes da República – cinco, incluindo o atual – e todos tiveram o apoio dos partidos. Todos, sem exceção, incluindo o general Ramalho Eanes, que era militar e teve apoio de três partidos. Portanto, é natural os candidatos surgirem por si, terem a sua independência, mas também terem apoio dos partidos, porque os partidos são os esteios fundamentais”, concluiu Marques Mendes na semana em que o Almirante Gouveia e Melo apresenta a candidatura a Belém.

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