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Legislativas 2025

Ventura não quer ser "candidato da confusão", mas já fala em ganhar legislativas

28 mai, 2025 - 21:58 • Tomás Anjinho Chagas

Chega ultrapassou oficialmente o PS e o líder do partido fala num sistema político que "muda para sempre". André Ventura assegura que não tem "pressa" em chegar ao poder, mas insiste que quer mostrar-se como alternativa à AD. Na mesma noite disse que queria vencer próximas legislativas.

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André Ventura acredita que "nada será como antes" e numa "mudança profunda" no sistema político, referindo-se à ultrapassagem do Chega ao PS, contabilizados os votos dos círculos da emigração.

Em declarações aos jornalistas, esta quarta-feira à noite, ao chegar ao hotel em Lisboa onde o partido vai fazer uma segunda ronda da noite eleitoral, o líder do Chega prometeu que não tem "pressa" de chegar ao poder.

"Há um novo líder da oposição, que tem o dever de ser a alternativa, não quero dizer aos portugueses que temos pressa, os portugueses precisam de estabilidade", afirmou André Ventura.

O líder do Chega não concretiza como, mas promete que vai dar "estabilidade" ao país, em resposta a líderes como Luís Montenegro, que o acusam de só apontar o que está mal, diz que não quer ser o "líder da destruição".

"O que eu espero não é ser o candidato da confusão ou o líder da destruição. Ser líder da oposição pode ser, simultaneamente, fiscalização, escrutínio, confronto e luta contra a corrupção", projeta o líder do partido.

André Ventura assegura que ainda não falou com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e questionado de forma mais concretamente se as pessoas podem esperar por novas eleições antecipadas, o presidente do Chega promete: "respeitamos o tempo dos portugueses e da estabilidade".

André Ventura já fala em legislativas

Pouco depois, durante um discurso perante dezenas de militantes, André Ventura voltou a dizer que quer ser o partido da estabilidade, mas prometeu vencer as próximas eleições legislativas.

"Alguns perguntam se será possível um partido com esta natureza manter a sua assertividade e ao mesmo tempo ser o principal partido da oposição? Estes 60 deputados vão fazer isso e nós vamos vencer as próximas eleições legislativas em Portugal", afirmou o presidente do partido.

Na habitual ótica de confrontação, André Ventura fala para fora: "Dissemos que em oito anos seríamos o maior partido deste país. Muitos riram, gozaram, humilharam, mandaram abaixo, muitos quiseram denegrir e diminuir".

Ventura diz liderar um projeto de "esperança" e rejeita "saudosismos", numa altura em que muitos continuam a acusá-lo de querer voltar ao passado e de não se afastar do Estado Novo. "Não queremos saudosismos, nem futurismos".

[artigo atualizado às 23h10 com o essencial do discurso]

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