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Legislativas 2025

PS diz a Marcelo que Montenegro deve ser indigitado primeiro-ministro

29 mai, 2025 - 16:35 • Manuela Pires

Carlos César garantiu que o Partido Socialista “tem maior disponibilidade para o diálogo com todas as forças políticas” no que respeita a outros atos da legislatura como a eleição do Presidente da Assembleia da República.

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A audiência com Marcelo Rebelo de Sousa durou pouco mais de meia hora e serviu para Carlos César dizer ao Presidente da República que Luis Montenegro deve ser indigitado Primeiro-ministro e que o partido socialista vai viabilizar o programa de governo no parlamento.

“Transmiti ao Sr. Presidente da República e atendendo aos resultados eleitorais e à circunstância da AD ser a coligação mais votada, o que é normal e o que decorre dos normativos que julgamos aplicáveis é da indigitação do Sr. Dr. Luís Montenegro como Primeiro-Ministro” referiu o presidente do PS.

Em declarações aos jornalistas Carlos César reafirmou que o Partido vai viabilizar o programa de governo, não por concordar com as ideias, mas sim porque resultam da escolha dos portugueses e adiantou que o PS vai aprovar o nome indicado pelo PSD para presidente da Assembleia da República. A escolha deve recair em Aguiar Branco que já mostrou disponibilidade para o cargo.

A cada partido cabe apresentar os nomes a que têm direito, para os cargos a que têm direito, de acordo com a averiguação da proporcionalidade existente e a todos têm o dever de eleger todos os que são propostos. Isto significa que tanto nós votaríamos em tese e votaremos o candidato que para o cargo de Presidente e para Vice-Presidente e para Secretário há de apresentar, como o inverso também” garantiu Carlos César.

O presidente do Partido Socialista, que está a assumir interinamente as funções de secretário-geral do partido, questionado sobre se acredita que os deputados vão seguir esta orientação, disse que a palavra deve ser honrada e espera que os novos eleitos acatem esta decisão.

“Já fui líder parlamentar e deputado e os atos de incumprimento de alguns compromissos baseados na palavra são inúmeros, não só em relação à mesa da Assembleia como a outras entidades externas que incumbam à Assembleia aprovar, mas o que nós confiamos é que a palavra das pessoas como das instituições deve ser honrada e é para isso que farei o melhor esforço” referiu Carlos César.

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