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Presidenciais 2026

Rui Rio é mandatário nacional de Gouveia e Melo nas presidenciais

31 mai, 2025 - 20:38 • João Pedro Quesado

Ex-líder do PSD apontou Henrique Gouveia e Melo como alguém com "a visão correta, a capacidade necessária e a determinação para continuar a servir Portugal". Eleições são em janeiro de 2026.

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Rui Rio foi este sábado anunciado como mandatário nacional da candidatura de Henrique Gouveia e Melo à Presidência da República nas eleições de 2026. O anúncio, a segunda surpresa política do dia depois da demissão de Rui Rocha da liderança da Iniciativa Liberal, teve lugar no Porto, durante um jantar no Centro de Congressos da Alfândega do Porto.

O ex-líder do PSD afirmou, no discurso, que não tinha intenção de "voltar aos palcos principais da política nacional", mas citou "a instável conjuntura externa" e a "complexa situação económica e social", além da "degradação acentuada da própria qualidade da democracia" como motivos para se envolver diretamente nas eleições presidenciais.

"Não ter disponibilidade para a vida pública é hoje compreensível", declarou Rui Rio, apontando depois que vários "condicionamentos" que mencionou "põem em causa a futura qualidade da vida dos nossos filhos, colocam perante a nossa consciência o dever cívico de renunciar ao nosso comodismo pessoal e, acima de tudo, a uma passividade cúmplice".

"No atual enquadramento político, vejo em Gouveia e Melo o candidato a Presidente da República que devemos eleger. Transversal a toda a sociedade e descomprometido com qualquer interesse partidário. Convicto nas suas ideias e determinado na persecução dos seus objetivos", defendeu Rui Rio, acrescentando ainda a independência "dos interesses corporativos dominantes" e capacidade "de incentivar as ruturas indispensáveis à reposição da qualidade da nossa democracia e ao esvaziamento do populismo".

Rio confessou uma "convergência de pensamento" com Henrique Gouveia e Melo sobre a "situação do país e as ações concretas que urge implementar", e afirmou que o ex-chefe do Estado Maior da Armada "tem a visão correta, a capacidade necessária e a determinação para continuar a servir Portugal".

Rui Rio recordou também uma das bandeiras do tempo que passou como líder do PSD, a reforma da Justiça, e entregou-a a Gouveia e Melo, apontando ter ouvido da voz de Gouveia e Melo a preocupação com "uma justiça lenta, desigual e distante". O social-democrata defendeu a necessidade de "combater com seriedade e sem populismos tudo o que está a alimentar de forma efetiva esta crise de valores e gerar um preocupante sentimento de impunidade na nossa sociedade".

"O país não pode continuar a adiar uma profunda reforma da Justiça. Desde à inadmissível morosidade às elevadas custas que são cobradas a quem a ela tem de recorrer, passando pela falta de um escrutínio livre e independente do sistema judicial até aos abusos de poder e às interferências gratuitas no normal funcionamento do poder político. Tudo isso tem corrido para uma degradação objetiva do nosso Estado de direito democrático", alertou Rui Rio, referindo que "num verdadeiro Estado de direito democrático não pode haver julgamentos populares por inadmissíveis quebras sistemáticas do segredo de justiça".

Rui Rio criticou ainda Marcelo Rebelo de Sousa, referindo que "Portugal precisa de um Presidente da República que não se perca no comentário avulso e conjuntural em detrimento do que é verdadeiramente nobre e estruturante", que "não se feche no Palácio de Belém" e tenha "dimensão e sentido de Estado".

O almirante, agora na reserva, lançou oficialmente a candidatura a Belém na quinta-feira, afirmando que Portugal "precisa de um Presidente diferente" e prometendo cumprir a Constituição — o dever de todos os eleitos para cargos públicos.

Gouveia e Melo garantiu então que sentiu "um apelo espontâneo, genuíno e persistente" nos últimos três anos para concorrer à Presidência da República, sublinhando um contexto internacional de "incerteza e perigo no horizonte".

[notícia atualizada às 21h21]

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  • Má escolha
    01 jun, 2025 mas o Sr. é que sabe 11:56
    Má escolha: além de ter sido, não um líder do PSD e da Oposição, mas um mau chefe de uma fação dentro do PSD, foi a melhor muleta que António Costa e o PS podiam ter desejado. 4 anos de Oposição inexistente, uma subserviência inexplicável aos desígnios de António Costa, a tentativa de transformação do PSD numa coisa que ele nunca foi, e uma campanha eleitoral final, feita de mensagens equívocas e confusas, onde grande parte do tempo passou-o a falar do gato... Com toda a franqueza, Sr. Almirante, podia ter escolhido bem melhor.

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