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Política

Rui Rocha demite-se da presidência da Iniciativa Liberal

31 mai, 2025 - 18:08 • João Pedro Quesado

Líder desde 2022, Rui Rocha tinha sido reeleito em fevereiro de 2025, e quer agora uma "renovação do ciclo político" no partido que ganhou um deputado, passando a ter nove na Assembleia da República.

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Rui Rocha demitiu-se este sábado da presidência da Iniciativa Liberal. O líder da IL fez o anúncio público depois da reunião da Comissão Executiva do partido, em Lisboa, e de informar primeiro os membros do partido através de um email.

O atual líder dos liberais vai continuar a ser deputado, mas não se vai recandidatar à liderança do partido, e referiu que os resultados eleitorais da IL não lhe dão a "preponderância" desejada para o novo ciclo político iniciado após as eleições legislativas de 18 de março.

Respondendo às perguntas dos jornalistas, Rocha clarificou que o partido vai ter eleições internas e que vai ser "totalmente neutro" na escolha da próxima liderança da Iniciativa Liberal, que deve estar "em alinhamento com o novo ciclo político e que concretize o crescimento que nós desejamos".

Na mensagem enviada aos membros da IL antes do anúncio no final da Comissão Executiva, Rui Rocha afirmou estar "convencido" que o partido tomou "as decisões certas nos momentos críticos", como na "discussão da moção de confiança" e na recusa de coligações pré-eleitorais, e que os nove deputados eleitos nas eleições legislativas de 2025 (mais um do que o partido conseguiu nas legislativas de 2024) não são "ainda os suficientes" para "acelerarmos Portugal conforme queríamos e era tão necessário".

"A exigência que sempre apliquei na minha ação pessoal, profissional e política não me permite ignorar este facto e impõe que decida em conformidade", apontou Rui Rocha, sublinhando que a demissão é a forma de "servir o partido" ao "abrir a oportunidade para uma discussão interna sobre os caminhos futuros da Iniciativa Liberal, a visão estratégica mais adequada para o novo cenário político e uma nova liderança".

O deputado lembrou que "vivemos em dois anos e meio todos estes desafios que, noutras circunstâncias, partidos e lideranças provavelmente só teriam de enfrentar em períodos de tempo bem mais alargados, correspondentes a uma ou mesmo a duas legislaturas", mas que a Iniciativa Liberal "passou a estar representada em todos os parlamentos" e "obteve o seu melhor resultado de sempre em eleições de âmbito nacional nas Europeias de 2024 e o melhor resultado de sempre em legislativas em número de votos, em percentagem e em número de mandatos nas eleições de 2025".

Rui Rocha sublinha que a prioridade como presidente do órgão de direção do partido foi "garantir a autonomia estratégica, política e financeira da Iniciativa Liberal", justificando assim a recusa de "qualquer possibilidade de integrar coligações pré-eleitorais" e a recusa de "integrar o governo em 2024, constatando que não estavam garantidas as condições para executar uma agenda reformista", apresentando-se nas eleições com as "bandeiras" próprias.

[notícia atualizada às 18h37]

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