Parlamento
Candidatos do Chega falham eleição no Parlamento. Ventura fala em "traição pelas costas"
03 jun, 2025 - 19:55 • Diogo Camilo
Diogo Pacheco de Amorim não foi eleito vice-presidente da Assembleia da República por um voto, Filipe Melo falhou eleição por três votos. Líder do partido falou em "entendimento alargado" entre Chega, PSD e PS e lamenta "espetáculo deprimente".
Depois da eleição de Aguiar-Branco para presidente da Assembleia da República, os candidatos do Chega para vice-presidente do Parlamento, Diogo Pacheco de Amorim, e vice-secretário, Filipe Melo, foram chumbadas, não conseguindo uma maioria absoluta dos deputados.
Nos resultados para a mesa da Assembleia da República foram anunciados 115 e 113 votos a favor, um e três votos a menos do que era preciso para as eleições, o que indica que deputados do PSD votaram contra a eleição dos dois nomes propostos pelo Chega.
O único candidato do Chega que foi eleito foi Gabriel Mithá Ribeiro, que é reconduzido como secretário da Mesa da Assembleia da República. Teve 131 votos a favor, 99 brancos e zero nulos.
Diogo Pacheco de Amorim teve 115 votos a favor, 115 votos brancos e zero nulos, enquanto Filipe Melo conseguiu 113 votos a favor, 117 brancos e zero nulos.
Os outros candidatos a vice-presidentes, Teresa Morais (PSD), Marcos Perestrello (PS) e Rodrigo Saraiva (IL), foram eleitos, tal como todos os secretários da mesa e os vice-secretários indicados por PSD, PS e IL.
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Em declarações fora do plenário, André Ventura anunciou que esta foi uma "traição pelas costas" e "rasteira" pois pensava que existia um "entendimento alargado" entre Chega, PSD e PS para a eleição dos nomes indicados.
"Temos mais um espetáculo deprimente, com uma tentativa de cordão sanitário que não se compreende. Os outros partidos entendem que devem mandar em tudo à sua vontade, que não interessa o regimento e a representatividade, só interessa é tirar o Chega", afirmou o líder do partido.
Depois de reunir o seu grupo parlamentar, o Chega vai apresentar "novas candidaturas" para vice-presidente e vice-secretário da Assembleia da República, anunciou André Ventura.
O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, citou o Regimento para explicar que estando atingido o quórum de funcionamento da mesa a eleição dos membros em falta será feito na próxima sessão plenária, na discussão do programa do Governo, ainda sem data.
"A Assembleia da República tem condições para funcionar em termos regimentais", declarou.
A repetição da eleição, segundo Aguiar-Branco, " deve acontecer na primeira sessão, imediatamente a seguir a esta, que será aquando da discussão do Programa de Governo". O presidente do parlamento afirmou que aguarda indicações quanto ao dia da posse do novo executivo e que, depois, será marcada uma conferência de líderes para agendar nova sessão plenária para essa discussão.
[notícia atualizada às 20h26]
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