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Novo Governo

Livre considera que executivo "é mais do mesmo mas em pior"

04 jun, 2025 - 17:45 • Lusa

O dirigente do partido criticou que em "áreas essenciais" como a saúde, a política seja "de continuidade", assumindo que esperava que Ana Paula Martins deixasse as suas funções.

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O deputado do Livre Paulo Muacho considerou esta quarta-feira que o XXV Governo Constitucional é "mais do mesmo, mas em pior", e pediu que o executivo explique o que pretende com a nova pasta relativa à reforma do Estado.

"A primeira reação do Livre relativamente a este elenco governativo é que estamos perante um governo que é mais do mesmo, mas em pior. Mostra, desde logo, uma falta de capacidade do primeiro-ministro de ir além daquele que era o círculo mais restrito e dos governantes que já estavam em funções", defendeu Paulo Muacho, em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República.

O dirigente do partido criticou que em "áreas essenciais" como a saúde, a política seja "de continuidade", assumindo que esperava que Ana Paula Martins deixasse as suas funções.

"A área da saúde tem sido uma das áreas mais desastrosas da política deste Governo. Nós continuamos a ter urgências fechadas, continuamos a ter dificuldade das pessoas a acederem às consultas, a acederem aos tratamentos. (...) Os problemas não só não foram resolvidos como se agravaram", sustentou.

Quanto à nova pasta relativa à Reforma do Estado, que será tutelada por Gonçalo Matias, Paulo Muacho afirmou que o Livre "vai querer perceber concretamente o que é que isso significa".

"Lembramo-nos muito bem o que é que significava a reforma do Estado da última vez que um Governo PSD/CDS falou em reforma do Estado. E, portanto, isso, do nosso ponto de vista, é preocupante", criticou.

Na educação, Paulo Muacho lamentou que o Governo da AD continue sem criar um ministério do Ensino Superior, acusando Montenegro de "insistir no erro", e sobre a pasta da Administração Interna, que será assumida por Maria Lúcia Amaral, o deputado do Livre deixou uma "farpa" à até agora Provedora de Justiça.

"Temos uma Provedora de Justiça que, a seis meses do fim do seu mandato, assume essas funções, para nós também é uma nota de preocupação, com a expectativa de que, finalmente agora, possamos ter as recomendações da Provedoria de Justiça implementadas, coisa que sucessivos Governos, tanto PS como PSD, têm ignorado", lamentou.

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