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Cultura

Ministra da Cultura afasta Aida Tavares do CCB antes de sair do Governo

04 jun, 2025 - 18:58 • Maria João Costa , Diogo Camilo

Quando já sabia que não ia ficar no novo Executivo de Luís Montenegro, Dalila Rodrigues deu ordem para o afastamento da diretora artística para as Artes Performativas e Pensamento do Centro Cultural de Belém.

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Dalila Rodrigues, até então ministra da Cultura, está de saída do Governo. Mas antes de o fazer, teve ainda tempo de fazer uma última demissão.

Segundo o Expresso, Dalila Rodrigues afastou Aida Tavares do Centro Cultural de Belém (CCB). Em comunicado, o CCB não confirma a demissão, mas indica que está à procura de um sucessor para a Direção Artística das Artes Performativas, cargo que Aida Tavares desempenhava.

O semanário refere que a ministra deu indicações à administração de Nuno Vassallo e Silva - nomeado por si - para demitir Aida Tavares. A diretora artística chegou ao CCB pela mão de Francisca Carneiro - também ela demitida do cargo de presidente do Centro Cultural de Belém por Dalila Rodrigues.

Ao Expresso, Aida Tavares indica que foi afastada numa altura em que Dalila Rodrigues já sabia que não ia continuar no cargo.

Margarida Balseiro Lopes foi esta quarta-feira anunciada como sua sucessora à frente do Ministério da Cultura, acumulando com as pastas da Juventude e do Desporto.

Em comunicado lançado esta tarde, o Centro Cultural de Belém refere que "está a desenvolver um programa de inovação" com o objetivo de "posicionar o CCB como epicentro da cultura contemporânea em Portugal".

O CCB acrescenta que "será lançada uma open call para a escolha da nova Direção Artística das Artes Performativas", além de um "novo concurso externo para a posição de Curator do Centro de Arquitetura do MAC/CCB".

Em comunicado, a ministra da Cultura "desmente categoricamente" e considera "difamatória" a notícia de que "teria dado ordens à administração do Centro Cultural de Belém para despedir uma programadora". "A ministra da Cultura nunca interferiu em quaisquer decisões dos órgãos de gestão das estruturas tuteladas pelo Ministério da Cultura ou em fundações com financiamento público", refere a nota.

A Renascença tentou comunicar com Aida Tavares, mas sem sucesso.

[artigo atualizado às 21h00 com mais informação]

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