Luís Montenegro garante que não é preciso orçamento retificativo para aumentar verbas na Defesa
07 jun, 2025 - 20:01 • Manuela Pires , Olímpia Mairos
O primeiro-ministro voltou a garantir que o aumento de verbas na Defesa para os 2% do PIB não vai retirar dinheiro à Segurança Social nem colocar em causa as contas públicas.
O primeiro-ministro assegurou esta tarde que não vai ser necessário apresentar um orçamento retificativo para acomodar o aumento das verbas para a Defesa.
Na passada quinta-feira Luís Montenergro anunciou que ia antecipar já para este ano a meta dos 2% do PIB em gastos militares e que queria levar esta notícia à Cimeira da NATO que decorre em Haia nos dias 24 e 25 de junho.
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O Governo ainda não explicou onde vai buscar esse dinheiro, mas esta tarde em Estugarda Luís Montenegro, questionado pelos jornalistas, garantiu que não é preciso apresentar um orçamento rectificativo e que essas verbas estão disponíveis no Ministério das Finanças.
Mais despesa em Defesa “não implica nenhum orçamento retificativo, deixo isso hoje muito claro”, afirmou Luís Montenegro, explicando que “nós vamos fazê-lo de acordo com as disponibilidades que estão no Ministério das Finanças e tencionamos no próximo ano aprovar um Orçamento de Estado que contemple também esse caminho”.
“Há uma outra coisa que também é preciso realçar ou reiterar, se quiser, nós não vamos retirar o esforço do lado da despesa com os serviços sociais, nós não vamos colocar em causa o equilíbrio das contas públicas”, rematou.
A Comissão Europeia autorizou Portugal a investir mais em Defesa sem correr o risco de ter procedimento por défice excessivo, dando aval à ativação da cláusula de escape nacional ao abrigo das regras orçamentais da União Europeia.
No final de abril, Portugal pediu formalmente à Comissão Europeia a ativação da cláusula que permite que parte do investimento em Defesa fique isento do cumprimento das regras orçamentais, no âmbito da estratégia comunitária para fortalecer as capacidades militares da UE.
Montenegro pede aos emigrantes para regressarem a casa
O primeiro-ministro pediu esta tarde aos emigrantes que vivem em Estugarda, na Alemanha, para regressarem a Portugal porque o nosso país tem nesta altura uma economia mais forte e mais saudável do que a Alemanha.
“A Alemanha é um grande país, é a maior economia da Europa, mas neste momento a economia portuguesa e as finanças públicas portuguesas estão em melhor condição do que a economia alemã e as finanças públicas alemãs”, disse o primeiro-ministro.
Em declarações à RTP, no Centro Cultural Português, em Estugarda, Luís Montenegro mostrou-se convicto de que a “Alemanha vai superar este momento, com a vossa ajuda, com a nossa ajuda”.
“Mas nós também queremos ajudar a Alemanha em Portugal, acolhendo investimentos de empresas alemãs e acolhendo investimentos de portugueses que vivem na Alemanha”, acrescentou.
Nestas declarações o primeiro-ministro, garantiu que a situação económica e financeira de Portugal está equilibrada.
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