Conferência dos Oceanos
Montenegro admite classificar monte de Gorringe como área marinha protegida
09 jun, 2025 - 18:55 • José Pedro Frazão , João Pedro Quesado
O primeiro-ministro assegurou que o Governo está "empenhado em apertar a fiscalização" de intrusões de embarcações estrangeiras nas zonas protegidas, e que há compensações financeiras para os afetados pelas restrições.
O primeiro-ministro admite classificar, em breve, o monte submarino de Gorringe como área marinha protegida. A classificação da maior montanha submersa da Europa, situada em mar português, tem vindo a ser preparada nos últimos meses, e pode colocar Portugal muito próximo de atingir em breve o objetivo de proteger 30% das suas áreas marinhas.
À margem da Conferência dos Oceanos da ONU, em Nice, questionado sobre a nova área marinha protegida, Montenegro diz que o Governo vai tentar "acelerar o cumprimento das metas e vamos tentar antecipar sempre que for possível".
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
"Nós olhamos para a antecipação e para esta aceleração como um aspeto positivo, desde que tudo seja feito com equilíbrio", acrescenta Luís Montenegro, apontando que é condição que "tudo seja feito com diálogo, tudo seja feito com a adesão de todos aqueles que são envolvidos".
Reportagem em Gorringe
O Mar da mais alta Montanha
O Monte Gorringe é a maior montanha subaquática da(...)
O chefe do Governo assegurou ainda que o Governo está "empenhado em apertar a fiscalização" de intrusões de embarcações estrangeiras nas zonas protegidas. "Já viu quão injusto seria nós estarmos a impor restrições aos nossos pescadores e a vermos violadas as regras por aqueles que vêm de países estrangeiros para as nossas águas", questionou Montenegro, apontando que "isso seria, naturalmente uma situação inaceitável".
"Para isso contamos com a tecnologia, contamos hoje com o apoio do conhecimento científico também nesse domínio, que nos dá mais instrumentos para monitorizar todas as operações e para poder apanhar aqueles que estão a prevaricar", sublinhou o primeiro-ministro, insistindo depois que há compensações financeiras para os afetados pelas restrições associadas à proteção destas áreas marinhas.
"Temos também toda a disponibilidade para acompanhar os pescadores quando eles sofrem os efeitos das nossas medidas, que, no fundo, tentam equilibrar todos os valores em causa", afirmou Luís Montenegro, esclarecendo que o Governo leva "muito em consideração" o aspeto do "rendimento que os pescadores tiram da sua atividade", mas que também é preciso "tratar de gerir as alterações climáticas e é preciso também, como disse há pouco, aprofundar o conhecimento científico para que todas as futuras atividades possam conciliar-se relativamente aos efeitos".
- Noticiário das 17h
- 14 mai, 2026








