10 de junho
Marcelo está a deixar "de levezinho" as funções de Presidente
10 jun, 2025 - 23:47 • Susana Madureira Martins , João Pedro Quesado
O Presidente da República avisou o sucessor em Belém que "o Presidente da República é um cargo, não é uma pessoa".
Faltam 9 meses para sair do cargo, e Marcelo Rebelo de Sousa assume que a melhor forma de fintar a nostalgia é ir saindo "de levezinho". Ao falar com jornalistas esta terça-feira em Lagos, o Presidente da República admitiu que vai sair de forma suave do cargo em Belém, para dar espaço às eleições presidenciais de 2026 e às eleições autárquicas, de deverão acontecer no final de setembro ou no início de outubro deste ano.
"Há duas maneiras de sair do exercício de uma função como esta, e, aliás, eu aplico a todas as funções. Uma é fazer muita questão de exercer o poder até ao último minuto, com uma intensidade muito elevada, não apenas em plenitude — isso tem que ser —, mas com uma intensidade muito, muito, muito clara, mesmo já quando decorrem pré-campanhas eleitorais ou campanhas eleitorais", apontou o chefe de Estado, declarando que "outra é sair de levezinho, ir saindo, ir saindo e dando o palco, ir saindo de forma leve para deixar aos candidatos a candidatos e aos candidatos, quer às autárquicas, mas sobretudo às presidenciais, o espaço que eles devem ter".
Marcelo avisa ainda o sucessor que "o Presidente da República é um cargo, não é uma pessoa".
"Vai-se gerindo", apontou o Presidente, declarando que "as pessoas é que identificam" e "normalmente têm gostado, nos presidentes da República Portuguesa em democracia", de todos". Contudo, alerta, "há que ter a noção que é uma instituição, e uma instituição continua" enquanto "as pessoas passam".
Questionado se gostava de ser condecorado pelo sucessor, depois de ter condecorado Aníbal Cavaco Silva — e, esta terça-feira, Ramalho Eanes —, o Presidente apontou que isso é "uma tradição, mas nenhum Presidente é obrigado à tradição".
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