Ouvir
  • Noticiário das 11h
  • 21 mai, 2026
A+ / A-

10 de junho

Marcelo está a deixar "de levezinho" as funções de Presidente

10 jun, 2025 - 23:47 • Susana Madureira Martins , João Pedro Quesado

O Presidente da República avisou o sucessor em Belém que "o Presidente da República é um cargo, não é uma pessoa".

A+ / A-
Marcelo está a deixar "de levezinho" as funções de Presidente
Foto: José Sena Goulão/Lusa

Faltam 9 meses para sair do cargo, e Marcelo Rebelo de Sousa assume que a melhor forma de fintar a nostalgia é ir saindo "de levezinho". Ao falar com jornalistas esta terça-feira em Lagos, o Presidente da República admitiu que vai sair de forma suave do cargo em Belém, para dar espaço às eleições presidenciais de 2026 e às eleições autárquicas, de deverão acontecer no final de setembro ou no início de outubro deste ano.

"Há duas maneiras de sair do exercício de uma função como esta, e, aliás, eu aplico a todas as funções. Uma é fazer muita questão de exercer o poder até ao último minuto, com uma intensidade muito elevada, não apenas em plenitude — isso tem que ser —, mas com uma intensidade muito, muito, muito clara, mesmo já quando decorrem pré-campanhas eleitorais ou campanhas eleitorais", apontou o chefe de Estado, declarando que "outra é sair de levezinho, ir saindo, ir saindo e dando o palco, ir saindo de forma leve para deixar aos candidatos a candidatos e aos candidatos, quer às autárquicas, mas sobretudo às presidenciais, o espaço que eles devem ter".

Veja o momento em que o general Eanes foi condecorado no 10 de Junho
Veja o momento em que o general Eanes foi condecorado no 10 de Junho

Marcelo avisa ainda o sucessor que "o Presidente da República é um cargo, não é uma pessoa".

"Vai-se gerindo", apontou o Presidente, declarando que "as pessoas é que identificam" e "normalmente têm gostado, nos presidentes da República Portuguesa em democracia", de todos". Contudo, alerta, "há que ter a noção que é uma instituição, e uma instituição continua" enquanto "as pessoas passam".

Questionado se gostava de ser condecorado pelo sucessor, depois de ter condecorado Aníbal Cavaco Silva — e, esta terça-feira, Ramalho Eanes —, o Presidente apontou que isso é "uma tradição, mas nenhum Presidente é obrigado à tradição".

Ouvir
  • Noticiário das 11h
  • 21 mai, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque