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10 de Junho

Presidente do PS pede firmeza pedagógica e política contra tendências totalitárias

10 jun, 2025 - 14:26 • Lusa

Numa alusão ao discurso da comissária deste ano para as comemorações, a escritora e conselheira de Estado Lídia Jorge, que alertou contra a desumanidade e o racismo, entre outros aspetos, o presidente do PS afirmou ser "importante que haja firmeza pedagógica e política para não dar caminho a tendências totalitárias - tendências que infelizmente pululam no país".

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O presidente e secretário-geral interino do PS, Carlos César, considerou hoje essencial uma atitude de firmeza pedagógica e política contra tendências totalitárias e afirmou que essas derivas ditatoriais não resolvem qualquer problema dos cidadãos.

Carlos César falava aos jornalistas no final da cerimónia comemorativa do 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que se realizaram em Lagos, no distrito de Faro.

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Numa alusão ao discurso da comissária deste ano para as comemorações, a escritora e conselheira de Estado Lídia Jorge, que alertou contra a desumanidade e o racismo, entre outros aspetos, o presidente do PS afirmou ser "importante que haja firmeza pedagógica e política para não dar caminho a tendências totalitárias - tendências que infelizmente pululam no país".

"Penso que não podemos estar desatentos em relação a estes fenómenos, que são fenómenos da tentativa totalitária. E a atenção não é só dos políticos, mas também dos portugueses", sustentou.

Interrogado sobre a possibilidade de estar em curso "um revisionismo dos extremos", um ponto levantado pela escritora Lídia Jorge no seu discurso, Carlos César defendeu que "os portugueses não devem confundir a necessidade de resolver problemas que não têm sido resolvidos com derivas ditatoriais e totalitárias que não resolvem problema nenhum".

"As derivas totalitárias, pelo contrário, adensam a angústia e a inaptidão do Estado no seu relacionamento com os cidadãos", sustentou o presidente do PS.

Pelo contrário, de acordo com Carlos César, a solução passa por se governar "bem, resolvendo problemas e demonstrando que a democracia é cenário próprio para que essa resolução chegue a bom termo".

"Não há nenhum regime alternativo à democracia que respeite as pessoas e que possa ser a sede própria de resolução dos problemas das pessoas", acrescentou.

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