Ouvir
  • Noticiário das 18h
  • 12 jun, 2026
A+ / A-

JPP critica Programa de Governo por não responder a problemas da Madeira

15 jun, 2025 - 22:48 • Lusa

O deputado único Filipe Sousa fala em "falta de compromisso orçamental" e na ausência de medidas específicas para a Madeira, uma vez que a região "é tratada em bloco com os Açores, sem distinção de contexto".

A+ / A-

O deputado único do JPP na Assembleia da República, Filipe Sousa, considerou este domingo que o programa de Governo falha na resposta aos desafios da insularidade e não apresenta uma estratégia financeiramente sustentada para a Madeira.

"O programa do Governo da República da aliança PSD/CDS apresenta uma abordagem genérica e pouco focalizada no que se refere à Região Autónoma da Madeira e, apesar de algumas menções à insularidade e às regiões autónomas, não existe uma estratégia clara, calendarizada ou financeiramente sustentada para a Madeira", afirmou o deputado em comunicado. .

Filipe Sousa, que foi eleito pelo círculo da Madeira, região onde o Juntos Pelo Povo (JPP) foi criado e está sedeado, sustentou ser necessário desconstruir a ideia de que governos da mesma cor política no continente e na Madeira, como ocorre atualmente, são benéficos para a região.

"A realidade, documentada e verificada, diz precisamente o contrário", afirma, sublinhando estar cada vez mais ciente de que "PSD e PS utilizam há anos esse argumento apenas para caçar votos". .

O deputado do JPP enumera alguns "pontos fracos" no Programa de Governo em relação às regiões autónomas, nomeadamente a "falta de compromisso orçamental" e a ausência de medidas específicas para a Madeira, uma vez que a região "é tratada em bloco com os Açores, sem distinção de contexto".

A ausência de referências ao cumprimento do princípio da continuidade territorial é outra das falhas apontadas por Filipe Sousa, bem como a "abordagem centralista e sem garantias de maior descentralização administrativa e reforço do poder das autonomias regionais".

"O Governo Central reconhece, no discurso, a importância da coesão territorial, mas não traduz essas palavras em ações e políticas públicas específicas para a Madeira", alega, acrescentando que o Programa de Governo "falha na sua missão de responder aos desafios da insularidade e promover uma verdadeira coesão nacional".

O Programa do XXV Governo Constitucional, saído das legislativas de 18 de maio, foi entregue sábado na Assembleia da República, pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, e será discutido na Assembleia da República na terça e quarta-feira.

O PCP já anunciou que irá apresentar uma moção de rejeição, mas a iniciativa dos comunistas tem chumbo certo, já que, além do PSD e CDS, também não terá o apoio do Chega e do PS.

O segundo Governo PSD/CDS-PP liderado por Luís Montenegro tomou posse no final da semana passada e é composto 60 elementos (além do primeiro-ministro, 16 ministros e 43 secretários de Estado), um terço dos quais mulheres.

A coligação AD (PSD/CDS-PP) venceu as legislativas sem maioria absoluta, elegendo 91 deputados em 230, dos quais 89 são do PSD e dois do CDS-PP.

O Chega passou a ser a segunda maior força parlamentar, com 60 deputados, seguindo-se o PS, com 58, a IL, com nove, o Livre, com seis, o PCP, com três, e BE, PAN e JPP, com um cada.

Luís Montenegro é primeiro-ministro desde 02 de abril do ano passado, após um ciclo de oito anos de governação do PS.

Ouvir
  • Noticiário das 18h
  • 12 jun, 2026
Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque