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Marcelo apela à contenção e “urgência de retomar via diplomática” no Médio Oriente

22 jun, 2025 - 20:23 • Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa apela "à contenção e à urgência de retomar a via diplomática para a resolução do conflito".

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhou este domingo a gravidade da situação no Médio Oriente, apelando à contenção e "urgência de retomar a via diplomática" como forma de resolver o conflito.

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Numa nota publicada no `site` oficial da Presidência da República, lê-se que o chefe de Estado português, "em sintonia com o Governo e na linha do secretário-geral das Nações Unidas, bem como da União Europeia e outros parceiros, sublinha a gravidade da situação".

Marcelo Rebelo de Sousa apela, por isso, "à contenção e à urgência de retomar a via diplomática para a resolução do conflito".

No sábado, os Estados Unidos envolveram-se diretamente na guerra de Israel contra o Irão, ao bombardearem as três principais instalações envolvidas no programa nuclear iraniano.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou o regime de Teerão com mais ataques se "a paz não chegar rapidamente".

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, manifestou-se hoje preocupado com o risco de "grave escalada" no Médio Oriente e apelou para a "máxima contenção de todas as partes" e ao regresso às negociações com o objetivo de encontrar uma "solução diplomática".

Numa publicação na rede social X, o chefe do executivo português considerou que "o programa nuclear do Irão é uma séria ameaça à segurança mundial, pelo que não pode prosseguir".

"Muito preocupado com o risco de grave escalada no Médio Oriente, apelo à máxima contenção de todas as partes e ao regresso às negociações com vista a encontrar uma solução diplomática", lê-se na publicação, feita em português e inglês.

Também o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, manifestou-se hoje "gravemente alarmado com o uso da força pelos Estados Unidos contra o Irão", e advertiu que "não há solução militar" para substituir a diplomacia.

Israel tem em curso uma ofensiva contra o Irão desde 13 de junho, que justificou com os progressos do programa nuclear iraniano e a ameaça que a produção de mísseis balísticos por Teerão representa para o país.

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