PS
Brilhante Dias aposta em bancada parlamentar com “experiência política” e “integração geracional”
26 jun, 2025 - 12:10 • Susana Madureira Martins
Brilhante Dias escolheu Porfírio Silva, diretor do “Ação Socialista" para coordenar a Cultura a par da Educação. A Renascença sabe que estava a causar incómodo no próprio partido que o PS pudesse nem sequer ter um coordenador para a Cultura na bancada parlamentar e diversos ex-governantes desta área terão mesmo manifestado esse desconforto ao futuro líder parlamentar.
Com a eleição de José Luís Carneiro como líder do PS, este fim-de-semana, o partido começa a arrumar a casa e a responder às diversas tendências internas. Eurico Brilhante Dias será, de novo, o líder parlamentar, tal como escreveram os jornais Observador na quarta-feira e o Público já esta quinta-feira, com os pelouros e vice-presidências da bancada a estarem desde já atribuídos.
Brilhante Dias mantém nas vice-presidências da bancada vários dos nomes da anterior direção, casos de Mariana Vieira da Silva, António Mendonça Mendes ou Marina Gonçalves, tendo como critério, segundo disse à Renascença um dirigente nacional, a “experiência política”.
Em maio, na entrevista à Renascença, o futuro novo líder parlamentar, que ainda será sujeito a votos, já tinha dado indicação de que, apesar de não ser a sua “cadeira de sonho” estava disponível para voltar ao lugar e onde também defendeu que nomes como Mariana Vieira da Silva ou Fernando Medina deviam ser integrados na direção de Carneiro. “São gente de muita qualidade, que faz muita falta ao PS”, reconheceu.
A “ligação ao território” e a “integração geracional” foram os outros dois critérios, segundo o mesmo dirigente socialista já citado, para a escolha das vice-presidências da bancada e da coordenação das áreas.
É no critério da “integração geracional” que cabe a escolha de Miguel Costa Matos, ex-líder da Juventude Socialista e antigo adjunto de António Costa no Governo, para a coordenação finanças ou a da veterana Edite Estrela para assumir os Assuntos Europeus.
O mesmo entendimento de impulsionar a “ligação ao território” e a “integração geracional” levou à escolha do autarca de Vila Real, Rui Santos, para coordenar a pasta do poder local e de Hugo Costa, líder da distrital do PS de Santarém, para o pelouro da economia.
Porfírio Silva e o “sensível” setor da Cultura
Na sempre difícil tarefa de agradar a diversos setores internos do partido, mas também fora dele, o futuro líder da bancada quer ainda dar especial relevo à Cultura, área sempre acarinhada pelos sucessivos governos do PS.
Brilhante Dias escolheu Porfírio Silva, diretor do “Ação Socialista”, o jornal interno do PS, para coordenar a Cultura a par da Educação. O deputado, que desta vez entrou nas listas de candidatos ao Parlamento pelo círculo de Lisboa e não pelo de Aveiro, será também um dos vice-presidentes da bancada do PS, com a futura direção a dar um sinal de que quer continuar a dar sangue a uma área considerada “sensível”.
De resto, a Renascença sabe que estava a causar incómodo no próprio partido que o PS pudesse nem sequer ter um coordenador para a Cultura na bancada parlamentar e diversos ex-governantes desta área terão mesmo manifestado esse desconforto ao futuro líder parlamentar.
Com Porfírio Silva a ficar com a coordenação deste pelouro, a futura direção da bancada dá ainda outro sinal de que não se esqueceu desta área e irá indicar para a comissão parlamentar o nome do antigo vereador da cultura na câmara municipal de Guimarães, Paulo Silva.
- Noticiário das 3h
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