PS
César declara apoio a Carneiro e considera que PS tem mostrado “não contemporizar com os desistentes”
26 jun, 2025 - 06:30 • Susana Madureira Martins
O presidente do partido e secretário-geral interino pede que se dê “vida à vida do PS”, pedindo aos militantes que participem nas diretas que se realizam esta sexta-feira e sábado.
O presidente do PS, Carlos César, declara apoio ao ex-ministro da Administração Interna a quem elogia as “muitas qualidades”, assumindo-se “satisfeito” por os socialistas poderem relançar-se após a derrocada eleitoral de maio.
Numa publicação na rede social Facebook, esta quinta-feira, primeiro dia de eleições para a liderança do partido, César defende-se e considera que fez “bem em insistir para que a eleição do novo líder do partido decorresse com a antecipação possível”, deixando implícito um remoque aos socialistas como Mariana Vieira da Silva ou Fernando Medina que vinham criticando a pressa de Carneiro e defendiam que o partido devia levar o seu tempo a refletir sobre o resultado das legislativas antes de avançar com as diretas.
O dirigente de topo do PS justifica que desde a noite eleitoral de maio que o partido, “em todas as suas estruturas e por todo o território”, não tem deixado de “procurar as razões da sua quebra eleitoral e tem mostrado não contemporizar com os desistentes tal como com os impenitentes”, em mais um remoque interno.
Este é o momento, diz o secretário-geral interino do PS, para, “sucessivamente, renovar sem excluir pessoas com valor e agir sem deixar de ajustar o partido às novas dimensões e exigências que as motivações dos cidadãos e as realidades económicas e sociais requerem”. César diz confiar que “seja esse o caminho que a nova liderança fará”.
O primeiro desafio de José Luís Carneiro, segundo César, será o de “confirmar” nas eleições autárquicas do outono que o PS é a “alternativa real e construtiva” à AD e, sobretudo, evitar que a escalada eleitoral do Chega se acentue desta vez no poder local.
César dedica ainda uma palavra de “admiração e de solidariedade partidária e pessoal” com o anterior secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, que considera ter disputado eleições numa conjuntura, quer nacional quer europeia, “especialmente adversa” para a esquerda.
O presidente do partido e secretário-geral interino pede que se dê “vida à vida do PS”, pedindo aos militantes que participem nas diretas que se realizam esta sexta-feira e sábado.
- Noticiário das 10h
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