Migrações
Imigração. Governo promete acelerar acordos com Indonésia para garantir mão-de-obra na pesca
29 jun, 2025 - 17:20 • Fábio Monteiro , Anabela Góis , Alexandre Abrantes Neves
Secretário de Estado das Pescas garante que Governo vai simplificar acordos com Indonésia para assegurar pescadores. Presidente da APROPESCA avisa que setor enfrenta risco de paragem por falta de mão-de-obra legalizada.
O Governo vai avançar com medidas para simplificar e acelerar os acordos de imigração com a Indonésia, assegurando o número necessário de pescadores para manter a atividade no setor das pescas em Portugal. A garantia foi deixada por Salvador Malheiro, secretário de Estado das Pescas, em declarações à Renascença e em resposta às preocupações do setor sobre a nova lei da nacionalidade.
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“Nós reconhecemos perfeitamente que os trabalhadores da Indonésia são absolutamente essenciais para o setor da pesca em Portugal”, afirmou Salvador Malheiro, sublinhando que o Governo vai prosseguir o trabalho iniciado pelo anterior executivo, que permitiu aumentar a percentagem de tripulantes de países terceiros em embarcações nacionais.
O secretário de Estado garantiu que o Executivo quer “estabelecer um acordo que permita simplificar e acelerar o reconhecimento de qualificações e certificados, promovendo uma integração legal e segura” dos pescadores indonésios, mas adiantou que o objetivo é também alargar esses acordos a outros países.
Para além da contratação de mão-de-obra estrangeira, Salvador Malheiro destacou a aposta do Governo na renovação geracional do setor das pescas, com medidas que incentivem a formação de pescadores e mestres nacionais.
Entrevista Renascença/Ecclesia
Presidente da APROPESCA: "Não andamos legais no mar"
"Se não fosse a mão-de-obra indonésia, as nossas e(...)
O presidente da APROPESCA, Carlos Cruz, alertou, este domingo, em entrevista à Renascença e Agência Ecclesia, que a atual legislação coloca o setor em situação de ilegalidade, dado que obriga a que metade das tripulações seja composta por portugueses, algo que não está a ser cumprido.
“Nós não andamos legais no mar”, garantiu Carlos Cruz, explicando que uma fiscalização rigorosa poderia levar à paragem imediata do setor.
O dirigente manifestou forte preocupação com as alterações à lei da imigração e pediu ao Governo que reconheça as habilitações dos pescadores indonésios que procuram Portugal para trabalhar.
Carlos Cruz frisou que “se não fosse a mão-de-obra indonésia, as nossas embarcações estavam paradas”, apontando que o maior problema da pesca em Portugal não é a falta de peixe, mas sim as cotas e a escassez de trabalhadores legalizados.
- Noticiário das 2h
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