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Câmara de Lisboa

"Ainda temos muito tempo", defende Moedas sobre recandidatura

30 jun, 2025 - 16:52 • Tomás Anjinho Chagas

Presidente da Câmara de Lisboa acaba de ser nomeado para o conselho consultivo dedicado à Habitação da Comissão Europeia. Sobre o futuro, Carlos Moedas diz estar em "reflexão muito própria" e considera que há "muito tempo" para decidir.

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Ainda não é desta que Carlos Moedas desfaz o tabu em relação à sua recandidatura (ou não) à Câmara Municipal de Lisboa. As autárquicas são no próximo outono - potencialmente no dia 12 de outubro - mas o antigo comissário europeu (PSD) considera que ainda há "muito tempo".

"É uma reflexão que estou a fazer. Neste momento, ainda nem as eleições estão marcadas, ainda temos muito tempo, porque estamos muito longe", defende o presidente da Câmara Municipal de Lisboa em declarações à Renascença, esta segunda-feira.

No dia em que foi nomeado pela Comissão Europeia para conselho consultivo dedicado à Habitação, Carlos Moedas agradeceu o empurrão dado por Filipe Anacoreta Correia - que na semana passada desejou a sua recandidatura - mas lembrou que esta escolha depende de uma "reflexão muito pessoal" e que a seu tempo vai comunicá-la.

Lisboa é "exemplo", mas tem "trabalho pela frente"

O presidente da Câmara de Lisboa foi nomeado para ser vice-presidente do House Advisory Board, o órgão que entra em funcionamento esta segunda-feira e que pretende aconselhar a Comissão Europeia sobre políticas de habitação.

"Lisboa é a única cidade escolhida, sou o único Presidente da Câmara que é representado. É um convite que me foi feito, que muito honra, porque, no fundo, é um olhar para as políticas que temos tido nestes três anos, que têm dado resultados", defende Carlos Moedas.

O autarca da capital assume, ainda assim, que é difícil conciliar a procura de casa por parte dos estrangeiros em Lisboa e a vontade de os portugueses se manterem na cidade.

Carlos Moedas admite que "ainda temos muito trabalho pela frente", mas vinca que Lisboa "é a cidade da Europa em que há mais pessoas a viver em habitação municipal", argumentando que se trata de 22 mil apartamentos, que se traduz em 10% da população em habitações camarárias.

Neste leque estão os programas de arrendamento acessível, mais direcionado para a classe média, mas também as habitações sociais: "Muitas famílias pagam 10 ou 20 euros de renda", exemplifica.

O antigo comissário europeu considera que a construção de novas casas ou reabilitação por parte das autarquias é uma das soluções mais eficazes, mas também mais demoradas. Por isso, Carlos Moedas resume: "Sabemos que demora muito tempo para resolver, mas tem que ser o sistema público a dar o exemplo".

Uma das missões do novo conselho consultivo da Comissão Europeia é criar um Plano para Habitação Acessível para toda a Europa.

Os preços da habitação têm vindo a subir em todo o país. No ano passado, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) subiu mais de 10%, e a sub-região da Grande Lisboa foi a que mais sentiu esse aumento.

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