Casa Comum
"Ainda há espaço": Mariana Vieira da Silva empurra Sampaio da Nóvoa para corrida a Belém
02 jul, 2025 - 16:54 • Susana Madureira Martins , Tomás Anjinho Chagas
Antiga ministra socialista considera que o passo atrás de Santos Silva mantém espaço à esquerda para uma candidatura além de Seguro. Duarte Pacheco defende que eventual avanço de Isidro Morais Pereira prejudica mais Gouveia e Melo do que Marques Mendes.
Mariana Vieira da Silva, antiga ministra do PS, defende que "ainda há espaço" para uma candidatura do centro-esquerda à Presidência da República, além da já anunciada por António José Seguro.
Em declarações durante o programa Casa Comum, da Renascença, a deputada socialista lembra que apoiou o antigo professor universitário quando ele se candidatou contra Marcelo Rebelo de Sousa, em 2016, e sugere que voltaria a fazê-lo, no caso de Sampaio da Nóvoa voltar a concorrer a Belém: "Julgo que o facto de o ter apoiado há 10 anos, diz bem o que é que eu acho de Sampaio da Nóvoa."
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Logo depois, a antiga ministra da Presidência, lança a escada: "Para podermos apoiar candidatos é preciso que eles manifestem a sua vontade de ser candidatos".
"A sobrelotação do campo da direita é muita e, quanto a mim, a insuficiente representação no campo do centro-esquerda é também ainda visível", começou por introduzir Mariana Vieira da Silva, que conclui: "Revejo-me na posição de Augusto Santos Silva, de ainda existir espaço para mais uma candidatura".
As declarações de Mariana Vieira da Silva foram feitas já depois de Augusto Santos Silva, antigo presidente da Assembleia da República, se ter colocado de fora da corrida às presidenciais e de sugerir que há espaço para uma candidatura "mais forte, agregadora e abrangente" do que a protagonizada por António José Seguro.
O novo militar que atrapalha mais Gouveia e Melo
Neste debate, Duarte Pacheco, antigo deputado do PSD, defendeu que uma eventual candidatura do Major-General Isidro Morais Pereira acabará por prejudicar mais Gouveia e Melo do que Luís Marques Mendes.
"Se essa candidatura aparecer, eu acho que quem poderia ficar prejudicado é, sobretudo o Almirante Gouveia Melo", antevê o social-democrata.
O antigo dirigente do PSD acredita que o militar na reserva "vai buscar [votos] a vários campos, e parte desse eleitorado, contra os partidos, que quer uma pessoa fora da vida política, está mais disponível para votar em Gouveia Melo e pode estar disponível para votar num outro candidato com as mesmas características, militar ou não militar".
Duarte Pacheco vaticina que o maior desafio para Marques Mendes é passar à segunda volta e, depois disso, agregar o maior número de eleitores contra o adversário - eventualmente Gouveia e Melo.
Na semana passada, o major-general Isidro Morais Pereira, que ganhou notoriedade pública com o comentário televisivo sobre a guerra na Ucrânia, admitiu candidatar-se a Belém em 2026.
- Noticiário das 12h
- 11 mai, 2026








