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Titta Maja-Luoto

Embaixadora da Finlândia retirada de Lisboa depois de queixas por assédio

02 jul, 2025 - 16:32 • Lusa

Ministério dos Negócios Estrangeiros finlandês vai iniciar “imediatamente o processo de seleção de um novo chefe de missão para a embaixada”. Queixa por assédio foi apresentada por sete funcionários em fevereiro.

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O Governo finlandês vai propor a cessação do mandato da embaixadora finlandesa em Lisboa, para “garantir que a embaixada se mantém funcional”, após queixas dos funcionários de assédio e comportamento inapropriado da diplomata, anunciou esta quarta-feira, a diplomacia finlandesa.

Em comunicado enviado à Lusa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) finlandês adiantou que a ministra, Eliana Valtonen, “decidiu hoje propor ao Presidente da República que ponha termo ao cargo de embaixadora Titta Maja-Luoto como Chefe de Missão na Embaixada da Finlândia em Lisboa, a fim de garantir que a Embaixada se mantém funcional”.

As autoridades ressalvam que a decisão “não constitui uma sanção ao abrigo da legislação que rege os funcionários públicos, mas uma medida destinada a garantir que o pessoal da Embaixada tenha um ambiente de trabalho favorável”.

Segundo o MNE finlandês, a ministra “tomou a decisão após consultar os altos funcionários públicos e a unidade de recursos humanos do Ministério dos Negócios Estrangeiros”.

O ministério vai iniciar “imediatamente o processo de seleção de um novo chefe de missão para a embaixada”, indicou a mesma nota informativa.

O MNE referiu ainda que “o relatório de segurança e saúde ocupacional apresentado ao ministério será tratado num processo separado de acordo com a legislação que rege os funcionários públicos”, cujo resultado será anunciado posteriormente.

Todos os funcionários da embaixada e da residência oficial da Finlândia em Lisboa, incluindo três portugueses, apresentaram uma queixa por assédio e comportamento inapropriado contra a embaixadora, que rejeitou as acusações.

Dois dos queixosos adiantaram à Lusa, na semana passada, que a queixa foi apresentada ao MNE finlandês em fevereiro pelos sete funcionários contra a diplomata Titta Maja-Luoto, em funções em Portugal desde setembro passado, embora o alegado assédio tenha sido inicialmente comunicado às autoridades desde outubro.

Os trabalhadores referem situações de assédio, intimidação, insultos, discriminação tendo em conta a idade, comportamento racista e abuso emocional.

Os funcionários apresentaram também uma queixa junto da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) portuguesa.

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