02 jul, 2025 - 13:59 • Lusa
A conferência de líderes parlamentares marcou esta quarta-feira a eleição do novo provedor de Justiça para o próximo dia 16. O candidato deverá ser proposto pelo PS e terá de alcançar uma aprovação por dois terços.
Com a posse em junho do novo Governo PSD/CDS, liderado por Luís Montenegro, a até então Provedora de Justiça, a constitucionalista Maria Lúcia Amaral, passou a desempenhar as funções de ministra da Administração Interna.
Esta mudança tornou prioritária, do ponto de vista político, a escolha pela Assembleia da República do sucessor de Maria Lúcia Amaral à frente da Provedoria de Justiça, a instituição responsável por receber queixas de cidadãos que vejam os direitos fundamentais violados.
Além da questão do novo provedor de Justiça, a conferência de líderes agendou para o próximo dia 11, a eleição dos representantes da Assembleia da República na Comissão Nacional de Eleições.
Perante os jornalistas, o porta-voz da conferência de líderes, o deputado social-democrata Francisco Figueira, referiu que ainda não foi marcada a eleições dos cinco representantes da Assembleia da República para o Conselho de Estado. Esta eleição faz-se por método de "Hondt" entre as diferentes listas de candidatos que foram apresentadas.
Perante os jornalistas, Francisco Figueira assinalou que a conferência de líderes agendou para 9 de julho o debate do projeto da Iniciativa Liberal de abertura de uma comissão eventual de inquérito parlamentar sobre o INEM.
Nesse mesmo dia, o parlamento debate duas propostas do Governo sobre o Estatuto dos Magistrados e o critério de distribuição de processos no âmbito do processo civil e uma iniciativa do Chega sobre ocupação ilegal de imóveis e outra do PS relacionada com o apoio aos viticultores da Região do Douro.
No dia seguinte, a 10 de julho, por proposta do PSD, será debatido "o andamento do processo europeu" e ainda um diploma social-democrata referente lei do lobby.