Oposição critica proposta do Governo de descida do IRS
02 jul, 2025 - 16:55 • Manuela Pires
Dois dias antes da proposta do Governo ser discutida e votada, o PSD levou a debate no Parlamento a redução do imposto sobre o rendimento do trabalho.
O PSD trouxe a debate a redução do IRS e quis saber como é que os partidos da oposição vão votar os diplomas. No debate desta tarde, a oposição criticou a proposta do governo, mas não adiantou o sentido de voto.
Hugo Carneiro apresentou as contas à poupança que muitos contribuintes vão ter se a proposta for aprovada. O deputado do PSD soma a redução do ano passado e chega aos 1500 euros.
“Em dois anos e face ao orçamento de 2024, com as duas reduções ocorridas por iniciativa da AD, estes contribuintes da classe média pouparão entre 745 e 1.500 euros por ano, números redondos. E essas poupanças também ocorrerão para os que têm rendimentos nos escalões inferiores” refere Hugo Carneiro.
A proposta do governo que vai a votos na sexta-feira reduz o imposto e forma a beneficiar a classe média, que o PSD acusa ter ficado esquecida no ano passado.
“Importa agora atender também àqueles que, representando cerca de 15% dos agregados da classe média, suportam 45% da liquidação do IRS, isto é, os que se enquadram entre o 6º e o 8º escalão e que não são ricos. Muitos desses trabalhadores, com rendimentos nos 7º e 8º escalões, foram esquecidos no passado pelo PS e, por isso, com exclusão dos mais ricos, como disse, importa agora reduzir as taxas do IRS até ao 8º escalão, com exclusão do 9º”, lembra o deputado social-democrata.
Pelo Partido Socialista, António Mendonça Mendes acusou a política fiscal do governo da AD nomeadamente a descida do IRC que segundo o deputado fez cair o PIB.
“Os resultados da política fiscal da AD também já podem ser aferidos. Sr. Deputado, a descida do IRC aprovada e no primeiro trimestre de 2025, a primeira vez que o investimento direto estrangeiro baixa desde a pandemia e o PIB cai em cadeia 0,5%” diz Mendonça Mendes.
No debate nenhum partido respondeu ao PSD sobre como vai votar a proposta do governo, mas todos criticaram.
Mário Amorim Lopes da Iniciativa Liberal trouxe um mealheiro, que era a cabeça de Karl Marx, para exemplificar que a poupança é mínima e em alguns casos fica-se apenas por 4 euros.
“Vou recorrer aqui ao nosso porquinho mealheiro, ao Carlitos. E o que está aqui em causa é, para um salário de 1200€, uma poupança mensal, se dividirmos por 14 meses, de 4€” diz o deputado liberal que coloca as moedas dentro do mealheiro.
Da bancada do Chega o deputado Joao Ribeiro considera que, para além das taxas, o governo deve também aumentar as deduções em sede de IRS, nas despesas com saúde e habitação.
O chega quer saber se “desta vez, vocês querem falar com o Chega, ou se preferem o PS?”.
À esquerda, Mariana Mortágua do Bloco de Esquerda pede ao PSD para aprovar o seu projeto lei que quer a dedução dos juros do crédito à habitação em sede de IRS.
“Quando os preços da habitação mais subiram, quando os juros mais subiram, quando a habitação pesa tanto no rendimento das pessoas, não seria muito mais justo e mais prioritário permitir a dedução dos juros do crédito à habitação? É esse o desafio que lhe faço” lança Mariana Mortágua.
O projeto do Chega reduz em poucas décimas a proposta do governo
O projeto de lei do Chega que reduz as taxas de IRS, e que vai ser discutido na próxima sexta-feira, altera em poucas décimas a proposta do governo.
A proposta do Chega não altera o primeiro e os 3 últimos escalões, no segundo e terceiro escalões desce 3 décimas à proposta do governo.
No quarto e quinto escalões a proposta do chega reduz seis décimas à proposta do governo.
Na próxima sexta-feira, para além da proposta do governo, o parlamento vai discutir vários projetos dos partidos da oposição, do Bloco de Esquerda, Livre, PCP, Iniciativa Liberal e Chega.
Até agora o partido socialista não apresentou qualquer projeto nesse sentido.
Conversa de Eleição
Medina critica redução no IRS: "Não a teria feito nesta altura"
Apesar de considerar que são pequenas reduções, o (...)
Mário Amorim Lopes, da Iniciativa Liberal, trouxe um mealheiro, que era a cabeça de Karl Marx, para exemplificar que a poupança é mínima e em alguns casos fica-se apenas por 4 euros.
“Vou recorrer aqui ao nosso porquinho mealheiro, ao Carlitos. E o que está aqui em causa é, para um salário de 1.200 euros, uma poupança mensal, se dividirmos por 14 meses, de 4 euros”, diz o deputado liberal, que coloca as moedas dentro do mealheiro.
Da bancada do Chega, o deputado Joao Ribeiro considera que, para além das taxas, o Governo deve também aumentar as deduções em sede de IRS, nas despesas com saúde e habitação.
O Chega quer saber se, “desta vez, vocês querem falar com o Chega, ou se preferem o PS?”.
À esquerda, Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, pede ao PSD para aprovar o seu projeto de lei que quer a dedução dos juros do crédito à habitação em sede de IRS.
“Quando os preços da habitação mais subiram, quando os juros mais subiram, quando a habitação pesa tanto no rendimento das pessoas, não seria muito mais justo e mais prioritário permitir a dedução dos juros do crédito à habitação? É esse o desafio que lhe faço”, lança Mariana Mortágua.
Projeto do Chega reduz em poucas décimas proposta do Governo
O projeto de lei do Chega que reduz as taxas de IRS, e que vai ser discutido na próxima sexta-feira, altera em poucas décimas a proposta do Governo.
A proposta do Chega não altera o primeiro e os três últimos escalões, no segundo e terceiro escalões desce 3 décimas à proposta do Governo.
No quarto e quinto escalões, a proposta do Chega reduz seis décimas à proposta do executivo.
Na próxima sexta-feira, para além da proposta do Governo, o Parlamento vai discutir vários projetos dos partidos da oposição, do Bloco de Esquerda, Livre, PCP, Iniciativa Liberal e Chega.
Até agora, o Partido Socialista não apresentou qualquer projeto nesse sentido.
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