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CHEGA

Ventura sai de São Bento com a garantia de "princípio de entendimento" sobre imigração e IRS

03 jul, 2025 - 19:55 • Manuela Pires

O líder do Chega esteve reunido com o primeiro-ministro durante pouco mais de meia hora. No final, André Ventura disse que não podia garantir ainda se viabiliza as propostas do Governo porque haverá negociações durante a noite.

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André Ventura reuniu-se esta quinta-feira à tarde com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante pouco mais de meia hora. À saída, garantiu que ficou aberta uma "plataforma comum" e um "princípio de entendimento" entre o Governo e o Chega sobre imigração e IRS, mas que nada ficou decidido ainda quanto ao sentido de voto das propostas do executivo.

“Ainda não posso, à hora em que estamos aqui, dar absoluta certeza de todos os pontos que serão aprovados ou serão rejeitados, mas posso manifestar este princípio de comunicação e de abertura que hoje os dois assinalamos e que depois o senhor primeiro-ministro certamente poderá confirmar, e que durante a noite serão trabalhadas pelas lideranças parlamentares para que amanhã à hora do debate já haja um entendimento alargado sobre a conclusão do processo legislativo, quer em matéria de imigração e nacionalidade, quer em matéria de IRS”, disse André Ventura.

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Ventura exige reciprocidade ao PSD

O líder do Chega avisou, ainda, que se as lideranças parlamentares chegarem a acordo tem de existir reciprocidade, isto é, o PSD teria de votar a favor dos projetos do Chega.

O Chega exige o mesmo respeito das propostas da maioria que a maioria tem de ter pelas do Chega. São os dois maiores partidos do Parlamento, acho que devem chegar a um entendimento sobre se devem votar favoravelmente as propostas ou se devem baixá-las sem votação. O que acontecer numa acontecerá com outro com absoluta reciprocidade”, avisa o líder do Chega.

No final do encontro, em declarações aos jornalistas, André Ventura disse acreditar que vai ser possível um acordo para viabilizar as propostas do Governo sobre imigração e que permita depois, em sede de especialidade, fazer as alterações.

“Acho que o primeiro-ministro confirmará, também, que temos uma plataforma comum para baixar impostos, para restringir a nacionalidade e para restringir a imigração. E esse é o caminho que agora temos de fazer para amanhã dar um sinal ao país”, disse Ventura.

Questionado pelos jornalistas, André Ventura admitiu que questões como a suspensão do reagrupamento familiar, o número de anos necessários para a atribuição da nacionalidade e a regulação da imigração podem ser limadas em sede de especialidade entre PSD e Chega.

“Vamos alinhavar estas propostas com a garantia, que eu dei também ao primeiro-ministro, se necessário escrito, o ideal é que não tenha de ser, mas se necessário escrito, que estes aspetos serão compromisso dos dois partidos, que se descerem à especialidade, quer com voto a favor, quer com baixa, sem votação, serão trabalhados dentro do quadro que aqui foi definido. É esse o princípio de acordo, é nesse acordo que trabalharemos”, disse o líder do Chega à saída da reunião com o primeiro-ministro.

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