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Defesa

Rangel. "Se a NATO não precisa de atuar, está a cumprir a sua missão"

04 jul, 2025 - 15:51 • Tomás Anjinho Chagas

Paulo Rangel acredita que a defesa no ciberespaço é tão necessária como no espaço físico. Ministro da Defesa, Nuno Melo, insiste que o investimento em defesa não vai comprometer o Estado social.

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A defesa é o melhor ataque. É o que advoga Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, relacionando o aumento da despesa em defesa com o recém-acordo feito pelos países-membro da NATO.

Durante um discurso, esta sexta-feira, num encontro do Partido Popular Europeu (PPE) - ao qual pertencem o PSD e o CDS no Parlamento Europeu - o antigo eurodeputado defende que é fundamental fortalecer a aliança atlântica para evitar qualquer tentação de ataque a um membro da NATO.

"Se a NATO não precisa de atuar, é sinal que está a cumprir a sua missão exemplarmente, porque a sua função é defensiva e dissuadora", resume assim Paulo Rangel, número dois do Governo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros rejeita que o PPE tenha um discurso securitário, e acredita que olha para o tema da segurança como uma garantia da liberdade: " Dando um exemplo básico, numa cidade em que a violência urbana seja massiva, ninguém tem liberdade, porque ninguém sai à rua sequer", afirma.

Paulo Rangel transporta a questão para o plano digital, onde, defende, a cibersegurança é tão prioritária como a segurança física. E deseja um equilíbrio entre a liberdade e a segurança.

"Ninguém está contra que haja polícia nas ruas, mas depois ninguém quer que haja polícia nas redes sociais. Mas nelas os riscos também existem", sublinha o ministro.

Nuno Melo: "Investimento é oportunidade"

Neste encontro, esteve também presente o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, que durante o discurso também vincou que é por existir a NATO que Portugal nunca precisou da intervenção da própria NATO.

Em declarações aos jornalistas, Nuno Melo voltou a garantir que o investimento de 2% do PIB em defesa não vai colocar em risco o Estado Social

"Nunca, em nenhuma circunstância, será posto em causa o Estado social, muito pelo contrário", assegura o também líder do CDS.

O ministro Nuno Melo sublinha que há vários tipos de gastos em defesa, e dá o exemplo do que pode fazer a indústria textil portuguesa:

"Portugal tem das indústrias texteís mais competitivas e modernas à escala global, tanto pode produzir a roupa que trazemos vestida como fardamentos, tanto pode produzir os sapatos que levamos vestidos como botas de combate", exemplifica.

Nuno Melo explica ainda que o Governo está a "pegar em edifícios devolutos e degradados" e a reabilitá-los, para que sirvam de habitação para as Forças Armadas: "Isso é contabilizado como investimento em defesa", confirma, e acrescenta que o PRR vai contribuir com 30 milhões de euros para este efeito.

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