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"Zunzum de alta fonte". Santana Lopes diz que verba para a Defesa implica cortes na ferrovia

15 jul, 2025 - 12:03 • Manuela Pires

Em declarações nas jornadas parlamentares do PSD e do CDS, o autarca da Figueira da Foz disse que é um “erro crasso” optar por essa solução.

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Pedro Santana Lopes disse esta manhã aos deputados do PSD e do CDS que tem informação de fonte segura que o Governo se prepara para cortar o investimento na ferrovia para poder aumentar as verbas na defesa.

O autarca da Figueira da Foz participou nas jornadas parlamentares do PSD e CDS num painel com Pedro Duarte, o candidato à Câmara Municipal do Porto, para falar sobre o poder local e a reforma do Estado.

Em declarações nas jornadas parlamentares do PSD e do CDS, o autarca da Figueira da Foz disse que é um “erro crasso” optar por essa solução.

“Há um zunzum, mas de alta fonte, de que não se mexe no estado social para reforçar o investimento na defesa. Diz-me agora o líder parlamentar do CDS que não. Mas, meu caro amigo, ou a economia cresce ou algum corte terá de haver. E há um zunzum de que o corte pode ser na ferrovia e é um erro crasso”, disse Pedro Santana Lopes.

O autarca da Figueira da Foz, que estava a dar exemplos das dificuldades de uma câmara municipal em lidar com algumas entidades regionais que travam o avanço das obras, referiu ainda que, na ferrovia, a linha do Oeste e da Beira Alta são essenciais para o desenvolvimento da região.

“Somos crentes no crescimento da economia, mas eu digo-vos: [quanto à] linha do Oeste, a eletrificação parou nas Caldas da Rainha e tem que ir até Alfarelos. Na Linha da Beira Alta vai reabrir agora e sabem que uma das principais razões de ter estado fechada é não haver certificadores [de obra] no país em número suficiente e com disponibilidade”, garantiu Santana Lopes, sublinhando o pedido para não haver cortes na ferrovia.

O autarca da Figueira da Foz considerou que foi uma “ousadia criar o ministério da reforma do Estado” e avisou o primeiro-ministro que, por vezes, não é apenas a burocracia a travar as obras, mas os pequenos poderes nas entidades locais e regionais. Santana Lopes reconhece que, hoje, tem mais receio das entidades regionais do que o poder central.

“Eu, que a certa altura da minha vida política, até admiti o caminho da regionalização. Devo dizer e não tenho dogmas. Mas, hoje em dia, muitas vezes tenho mais medo das entidades regionais do que da dependência do Poder Central”, rematou.

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