25 jul, 2025 - 13:18 • Manuela Pires , Cristina Nascimento com Lusa
O ministro de Estado e das Finanças rejeitou a ideia de uma ligação entre Álvaro Santos Pereira, nomeado para novo Governador do Banco de Portugal, e o PSD. Joaquim Miranda Sarmento revelou ainda que a proposta do nome foi concertada entre si e o primeiro-ministro.
"Creio que não é possível colocar em causa a sua independência. O professor Álvaro Santos Pereira esteve ao serviço do país, não tem nenhuma ligação ao PSD e serviu o país durante dois anos", disse o governante, lembrando o percurso de Santos Pereira.
"Era um académico até 2011, veio prestar um serviço ao país num momento muito difícil, depois do resgate financeiro da troika que o Governo do Partido Socialista deixou. Foi ministro durante dois anos, saiu em 2013. Em 2014, entrou, por concurso público internacional, na OCDE, para diretor. Depois subiu, por concurso público internacional, a economista chefe da OCDE e agora regressa para estas funções", disse.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
Miranda Sarmento garante que a escolha de Santos Pereira é da responsabilidade "do Governo, também minha, aliás, foi concertada entre mim e o senhor primeiro-ministro, é a nossa escolha, é um excelente economista, é um economista com credibilidade internacional, com experiência em gestão de grandes organizações", disse Miranda Sarmento à chegada ao EurAfrican Fórum 2025, em Cascais.
Em declarações aos jornalistas, o governante assinalou que foi uma escolha a dois, levada a Conselho de Ministros, onde a indigitação foi aprovada.
"É a nossa escolha, é um excelente economista, é um economista com credibilidade internacional, com experiência, com experiência em gestão de grandes organizações e é seguramente uma grande mais-valia para o país poder ser o próximo Governador do Banco de Portugal", disse, reforçando que "a independência está garantida com o Professor Álvaro Santos Pereira", assim como "a competência, o rigor, a qualidade, a boa gestão, tudo isso está garantido".
A decisão do Governo foi anunciada na quinta-feira pelo ministro dos Assuntos da Presidência, António Leitão Amaro, em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros.