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Montenegro promete "condições preferenciais" para imigrantes angolanos

25 jul, 2025 - 18:20 • Tomás Anjinho Chagas , com redação

Primeiro-ministro deu a garantia ao Presidente angolano, que está de visita a Lisboa.

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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, promete criar "condições preferenciais" para receber angolanos que queiram vir trabalhar para Portugal.

Luís Montenegro esteve reunido esta sexta-feira com o Presidente de Angola, João Lourenço, a assinar 11 protocolos entre os dois países.

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Numa altura em que a lei da imigração causa polémica, e até João Lourenço admitiu algum incómodo com ela, o primeiro-ministro português deixou uma promessa ao chefe de Estado angolano.

“Quero agradecer em nome do Governo português o contributo inestimável que a comunidade angolana dá ao tecido económico de Portugal e o nosso compromisso de continuar a criar condições, que são condições preferenciais, para o acesso de cidadãos angolanos à integração no nosso mercado de trabalho e à integração plena na nossa dinâmica social”, afirmou Luís Montenegro.

Já o Presidente angolano, apesar de ter dito numa entrevista à CNN Portugal que a lei da imigração lhe causou algum incómodo, fala agora em “assuntos polémicos que às vezes são fabricados”.

Noutro plano, Luís Montenegro anunciou o reforço de 750 milhões de euros na linha de crédito a empresários portugueses a operar em Angola.

Já o Presidente angolano vincou que a relação entre Portugal e Angola é muito boa, mas João Lourenço fala numa flor que tem de continuar a ser regada.

João Lourenço revela ainda que falou sobre a atual situação no mundo com Luís Montenegro e afirma que o atual momento pode ser pior do que a guerra fria do século XX.

Antes, o chefe de Estado de Angola foi recebido pelo Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que os dois países e os dois povos estão "em permanente contacto" e destacou a importância de uma comunidade "muito estável" de imigrantes angolanos em Portugal.

E nesta altura de tensão e de preocupação de muitos imigrantes, o Presidente vincou a sua importância para a economia portuguesa, mencionando os vários que estudam, mas sobretudo aos que trabalham no setor social, nas IPSS, misericórdias, na área da saúde, cultura ou educação.

Mais à frente, Marcelo Rebelo de Sousa recordou Portugal-Angola, no Mundial 2006, em que ficou com o "coração dividido".

"É assim que nós sentimos, os governantes passam, as leis passam, mas os povos ficam", defende o Presidente da República.

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