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"Estamos a dar tudo": Montenegro compreende "indignação" sobre incêndios

12 ago, 2025 - 19:54 • Ricardo Vieira

Primeiro-ministro apela ao "espírito de unidade e de solidariedade" para "podermos evitar perdas" e "diminuir o impacto negativo de um fenómeno que infelizmente não conseguimos travar, apesar de todo o esforço que temos vindo a fazer".

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"Estamos a dar tudo aquilo que temos para dar" no combate aos incêndios, declarou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, esta terça-feira, em Faro.

Em resposta às críticas de falta de meios lançadas por autarcas das zonas mais atingidas pelos fogos, o chefe do Governo disse compreender manifestações de indignação, mas garantiu que o Governo e as autoridades estão a fazer um "esforço enorme".

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"Compreendemos que aqueles que têm sido confrontados com este drama possam, às vezes, ter manifestações de indignação, é normal, mas todos nós estamos a dar o máximo e vamos continuar a dar o máximo", assegurou Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas.

Neste momento difícil, o primeiro-ministro apela ao "espírito de unidade e de solidariedade" para "podermos evitar perdas, para podermos diminuir o impacto negativo de um fenómeno que infelizmente não conseguimos travar, apesar de todo o esforço que temos vindo a fazer".

Questionado se os meios de combate a incêndios têm sido devidamente alocados, Montenegro respondeu: "Estamos a dar tudo aquilo que temos para dar, a fazer um esforço enorme e vamos continuar a fazer".

O Governo prolongou a situação de alerta até sexta-feira em Portugal continental, por causa das altas temperaturas e do risco de incêndio.

A situação de alerta deveria terminar às 23h59 de quarta-feira, mas o Ministério da Administração Interna (MAI) decidiu estender a medida até às 23h59 de 15 de agosto.

Todas as medidas de caráter excecional, outrora implementadas, serão mantidas durante este período.

A medida foi tomada "considerando, uma vez mais, as previsões meteorológicas para os próximos dias, que apontam para um agravamento do risco de incêndios rurais", refere o MAI, em comunicado enviado à Renascença.

"A vigência da situação de alerta, e as respetivas proibições, tem efetivamente contribuído para uma redução relativa das ignições", sublinha o gabinete da ministra Maria Lúcia Amaral.

Desde o início do ano até esta terça-feira, 12 de agosto, arderam quase 63 mil hectares em Portugal. Cerca de 17 mil hectares arderam desde o passado domingo, de acordo com dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

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