Mirandela. Montenegro lamenta “trágico” incêndio em lar, alarme de fumo não disparou
16 ago, 2025 - 17:17 • Fábio Monteiro com Lusa
Seis mortos e 25 feridos num lar da Santa Casa da Misericórdia de Mirandela, que deflagrou ao início da madrugada deste sábado. Luís Montenegro deixou condolências e agradeceu o trabalho dos operacionais.
O primeiro-ministro reagiu, este sábado à tarde, ao incêndio que provocou a morte de seis idosos no lar “Hospitel Lar Bom Samaritano”, da Santa Casa da Misericórdia de Mirandela, distrito de Bragança.
Numa mensagem publicada na rede social X, Luís Montenegro expressou a sua consternação com o sucedido.
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“Recebi com muita consternação a trágica notícia do incêndio no lar da Santa Casa da Misericórdia de Mirandela. Deixo sentidas condolências aos familiares das vítimas mortais e votos de rápida recuperação a todos os feridos”, escreveu o chefe do Governo.
Na mesma publicação, o primeiro-ministro agradeceu ainda “o grande trabalho de todos os que evitaram maiores proporções ao incidente”.
O incêndio deflagrou cerca das 5h49 da madrugada e mobilizou mais de 50 bombeiros, apoiados por 25 viaturas.
Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Mirandela, “quando os bombeiros chegaram ao local, já o incêndio tomava o primeiro e segundo andar de todo o edifício”, o que implicou “uma operação muito complexa, de extinção, de evacuação”.
País
Incêndio faz seis mortos em lar de idosos em Mirandela
Há cinco feridos graves e 20 ligeiros. Utentes do (...)
Vinte e cinco pessoas ficaram feridas, das quais cinco em estado grave. Os feridos foram encaminhados para os hospitais de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela. Os ferimentos graves deveram-se a queimaduras e inalação de fumo.
O lar em questão acolhia cerca de 90 utentes, que estão agora a ser redistribuídos por outros lares da Santa Casa da Misericórdia.
Também o Presidente da República já falou com o provedor da instituição e, em comunicado, apresentou as suas condolências “aos familiares das vítimas do trágico incêndio no lar daquela instituição”.
Alarme de fumo não disparou com incêndio no lar da Misericórdia de Mirandela
O alarme de fumo do lar da Misericórdia de Mirandela não disparou quando deflagrou o incêndio que hoje fez seis mortos, disse o provedor da instituição, indicando que as funcionárias de serviço tinham feito uma ronda 10 minutos antes.
Adérito Gomes revelou à agência Lusa que o alarme não soou com base na informação transmitida pelas funcionárias, e garantiu que os extintores do local estavam a funcionar e foram carregados nos prazos previstos e obrigatórios.
Paulo Pereira, testemunha do incêndio, vive a cerca de 50 metros do lar. Quando ouviu os cães ladrar, saiu de casa e apercebeu-se do que estava a acontecer, relatando não ter ouvido qualquer alarme - apenas viu "as senhoras a gritar" e o "fumo muito negro".
Tentou ajudar e ainda tirou "três pessoas" das instalações, no distrito de Bragança.
À Lusa, contou ainda que tentou apagar o fogo com os extintores do lar, mas, dos três em que pegou, "apenas um funcionou".
"Os bombeiros vieram no minuto certo, senão a tragédia ainda seria maior", afirmou o morador.
O incêndio terá sido provocado por um curto-circuito num colchão antiescaras. O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Mirandela adiantou que, pelas câmaras de vigilância do lar, que já foram analisadas, foi possível perceber que as colaboradoras fizeram a ronda 10 minutos antes de começar a "sair fumo por baixo da porta do quarto" onde estavam três utentes que acabaram por morrer.
Num período de "20 segundos", segundo Adérito Gomes, o corredor ficou completamente cheio de fumo e foi aí que as funcionárias pediram ajuda.
- Noticiário das 14h
- 07 jun, 2026









